Tribuna do Leitor

BOAS NOTÍCIAS

José Paulo Toffano
| Tempo de leitura: 3 min

Contrastando com tantas notícias ruins relacionadas ao meio ambiente que recebemos de partes do mundo e região, localmente temos muitas notícias boas.

Os vários movimentos ambientalistas da cidade, cada qual com sua peculiaridade e função, têm conseguido colocar nossa cidade em vantagem se comparada à maioria das outras em matéria de meio ambiente. Uma semente jogada pelo pessoal da APUÃ (na ativa até hoje, sempre se manifestando em episódios que envolvem prédios e monumentos históricos, opinando no COMDEMA, cobrando o poder público).

Alguns influenciados por essa galera; outros por seus pais, que traziam na veia o respeito à natureza; mais alguns por ambos os motivos. A verdade é que no final da década de 90 e início do século XXI explodiram grupos, pessoas e entidades preocupadas com o meio ambiente em nossa cidade: Pró-Terra, Fazenda Sto. Antonio dos Ypês, Fazenda Mandaguahy, Escola Internacional, NEAR, Ministério Público, várias escolas particulares, CEFAM, FATEC, COMDEMA, várias escolas públicas, Projeto Matão, DEPRN, e por mais que me estenda aqui cometerei a injustiça de me esquecer de alguns, aos quais já peço desculpas.

O Pró-Terra promove periodicamente eventos de conscientização; as fazendas entram com excelentes opções de turismo ecológico; a Escola Internacional e ONG EA-EI-AÔA mantém cursos gratuitos de capacitação de monitores de EA (Educação Ambiental); o NEAR e CEFAM promovem palestras e supervisionam ações; escolas particulares oferecem a matéria EA (que algumas faculdades de Biologia sequer possuem!); escolas públicas se desdobram e oferecem boas opções nessa área para seus alunos; O Departamento do Meio Ambiente, com a colaboração da FATEC, trabalham num projeto inovador de coleta seletiva; o DEPRN consegue expandir seu raio de ação e de pessoal; o COMDEMA auxilia a prefeitura na tomada de decisões sobre assuntos correlatos; o Ministério Público freia por lei aqueles que agridem a natureza; o Partido Verde articula politicamente ambientalistas de mais da metade desses grupos.

Por aqui o cerco está se fechando. A maioria já pensa nas conseqüências de seus atos contra o meio ambiente, seja por medo de perder voto, respeito, dinheiro ou até a própria liberdade.

Os frutos colhidos por toda essa gente e conseqüentemente pela população de Jaú são notórios nas atitudes do poder público e privado: O Departamento do Meio Ambiente contabiliza a fantástica marca de plantar mais de 20 árvores por cada uma que é obrigado a cortar; a Secretaria de Educação e FUSS se unem com a iniciativa privada e ousam lançar Educação Ambiental em todas as Escolas Municipais de Ensino Infantil; a Casa da Agricultura promove simpósios sobre o tema; a prefeitura dá continuidade ao empenho da administração anterior em viabilizar a tão sonhada Estação de Tratamento de Esgoto, e agora parte para mais dois projetos arrojados: a construção do Aterro Sanitário e do Parque do Rio Jaú; a CETESB fiscaliza periodicamente empresas da região; as usinas buscam alternativas para acabar com essa agressividade que é a queima da cana sem causar graves transtornos sociais; proprietários de terra na beira do rio se vêem obrigados a refazer os corredores de mata ciliar; construções são removidas de áreas de preservação permanente; várias empresas investem na conservação do meio ambiente; OAB, ROTARACT, e tantos outros começam também a se mover nesse sentido; as secretarias e departamentos da prefeitura se preocupam em compensar áreas verdes perdidas; a mídia nos abre mais espaço a cada dia.

Há muito que se fazer, e também muita coisa errada que ainda é feita. Porém, não tenho dúvida em relação a uma coisa: este caminho não tem volta. (José Paulo Toffano é presidente do PVde Jaú, membro do COMDEMA, monitor ambiental, residente da ONG EA-EI-AÔA)

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