São Carlos - Se todas as propostas de novas carreiras forem aprovadas, o número de cursos da USP-São Carlos, passará de 14 para 18, sendo 17 deles na área de exatas (somente Arquitetura e Urbanismo pertence a Humanas). A forma de criação do mais badalado curso da USP-São Carlos, Engenharia de Aeronáutica, será tendência para a ampliação do campus II. A nova carreira surgiu a partir de uma ênfase do curso de Engenharia Mecânica em aeronaves, oferecida desde o começo da década de 80.
O relatório preliminar de diretrizes do funcionamento acadêmico do campus II, formulado pela Comissão Acadêmica, será apresentado nos próximos dias para a discussão junto à Comissão de Implantação do campus II. O diretor da EESC e membro da Comissão Acadêmica, professor Eugênio Foresti, explica que algumas coisas já foram definidas. “Já está bem avançado sobre como o campus II vai funcionar do ponto de vista acadêmico. Não pretendemos transferir nada daqui para lá de imediato. Pretendemos que o campus II puxe para o novo. Para idéias novas, para coisas diferentes atéâ€, revelou.
Em fevereiro, foram encaminhadas ao Conselho de Graduação da universidade, propostas de criação de mais três cursos de graduação e a ampliação de vagas em outros já existentes. A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) solicitou a implantação das carreiras em Engenharia Mecatrônica – 40 vagas –, Engenharia Elétrica, com ênfase em Sistemas de Energia e Automação – 20 vagas –, e Engenharia de Computação – 40 vagas. Este último seria ministrado através de uma parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e teria especialização em software e hardware. Foresti, explica que a intenção da proposta desta ênfase em Engenharia Elétrica é aumentar o número de alunos na área.
Além dessas três propostas, já estava em tramitação a solicitação de outro curso: o de Engenharia Ambiental, com 30 vagas. O projeto inicial foi encaminhado em 1993 mas, por problemas orçamentários da universidade, não foi implantado. Em 98, a solicitação foi novamente encaminhada, com algumas readequações. Foresti acredita que o curso de Engenharia Ambiental comece no próximo ano, uma vez que, quanto ao mérito, já foi aprovado pelo Conselho de Graduação. A expectativa agora é quanto ao posicionamento da Comissão de Orçamento e Patrimônio da USP.