Dos 564 reeducandos e presos que saíram do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru e das penitenciárias 1 e 2 da cidade para passar a Páscoa com familiares, 36 não retornaram aos presídios dentro do prazo. O índice de evasão, de 6,5%, ficou abaixo da média de outras datas em que é concedido o benefício da saída provisória, na casa dos 10%.
Os beneficiados com a saída provisória tinham até as 20 horas de anteontem para reapresentar-se ao presídio onde cumprem pena. Os 36 sentenciados que não compareceram já são considerados fugitivos da Justiça. No IPA de Bauru, dos 490 reeducandos que saíram para a Páscoa, 33 não voltaram, segundo informou o diretor da unidade, Gilberto de Assis de Oliveira.
Já na penitenciária 2, apenas três dos 36 presos não retornaram dentro do prazo e na penitenciária 1, todos os 25 beneficiados reapresentaram-se até terça-feira à noite. Mas alguns, apesar de não tem voltado dentro do prazo, ligaram para a direção do presídio para informar que tiveram problemas de saúde ou de outra natureza. O argumento é aceito se o preso retornar em breve, mas é aberta uma sindicância interna para apurar o comportamento.
A saída provisória, concedida por ocasião do Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Finados, é uma oportunidade que o preso tem para demonstrar que está em condições de voltar a conviver em sociedade. Para pleitear o benefício, o preso precisa já estar em regime semi-aberto e ter cumprido um sexto da pena, além de apresentar bom comportamento. O sentenciado que está em regime fechado por falta de vagas em sistema de semi-aberto e preencher os demais requisitos também pode solicitar a saída temporária.