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Alta da gasolina deve alterar hábitos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A terceira alta da gasolina neste ano, que entrará em vigor amanhã, deve gerar mudanças comportamentais. Essa é a opinião de alguns consumidores consultados pelo JC, que acreditam que muitas pessoas deixarão o carro na garagem para determinadas atividades cotidianas.

Os três últimos aumentos somam agora 23,08%. Amanhã, a gasolina sobre 10,08% para as distribuidoras. Segundo a Petrobras, a nova alta tem como objetivo compensar a defasagem nos preços internacionais do petróleo após a explosão da violência no Oriente Médio. Nos postos, onde o preço é livre, a expectativa é de que o aumento fique entre 7,5% e 11%.

Para o consumidor Arlindo, que não quis divulgar seu sobrenome, muitas pessoas deverão andar a pé, de transporte coletivo ou procurar caronas para economizar. “Você tem que ir trabalhar, levar criança na escola, enfim, você usa o carro para tudo. Se aumenta a gasolina, dificulta tudo. Muita gente vai deixar o carro e andar a pé, tomar ônibus, andar de mototáxi e carona, principalmente”, diz.

A solução para o problema, na opinião do motorista José Benedito da Silva, é utilizar os carros apenas aos finais de semana. “A maioria vai deixar o carro na garagem e sair só de final de semana. É só para passear mesmo porque para trabalhar vai ser impossível com esse preço”, acredita.

A condutora Fátima Pires conta que já alterou alguns hábitos cotidianos para amenizar o peso do preço da gasolina no orçamento da casa. “Eu não vou nem trabalhar de carro. Eu vou de ônibus para deixar as crianças na escola e depois vou para o trabalho. Para mim já saiu do orçamento. O carro vai ser só para emergências agora”, expõe.

A maioria das pessoas entrevistadas, como o fotógrafo Marcos Barreto, afirma que os esforços visam o bem-estar da família e do bolso do consumidor.

O viajante Marco Antônio de Souza Lima conta que tem dificuldades para economizar na gasolina já que depende de seu carro para trabalhar. â€œÉ uma situação que não tem como reverter. Eu tenho que abastecer e não posso falar nada”, lamenta.

Contramão

Já Marcos Ferreira, gerente de um posto de combustível localizado no Parque Vista Alegre, acredita que não haverá alterações comportamentais significativas. “Não vai mudar nada não. Já observei em outras alterações de preço e não muda. Ninguém vai deixar de andar com seu carro. Nos dois primeiros dias de aumento, diminui o movimento. Depois, volta ao normal”, garante.

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