Polícia

Câmera de vídeo é roubada de posto de gasolina desativado

Thaís da Silveira
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Um posto de combustível desativado que fica na rua Vangelio Mondeli, no Jardim Santana, teve uma câmera de vídeo furtada na madrugada de ontem. A instalação de câmeras de vídeo em postos tem aumentado devido ao alto número de assaltos registrados.

O vigia do posto desativado, José Carlos Faga, 38 anos, morador do Popular Ipiranga, contou que aproximadamente à 1h30 da madrugada foi agarrado pelas costas e imobilizado parcialmente por três homens que apareceram no pátio do posto. Ele não soube descrever os rapazes.

Os três fugiram sem levar nada de Faga mas, posteriormente, o vigia notou que a câmera de vídeo utilizada como sistema de segurança havia sido subtraída do local. O equipamento estava instalado na cobertura do pátio.

De acordo com Sebastião Homero Gomes, presidente do Sindicato do Comércio de Petróleo Varejista do Estado de São Paulo (Sincopetro), o aumento dos roubos - e conseqüentemente a instalação de câmeras - começou há cerca de um ano.

“Aumentou muito o índice de assalto nos postos. Para poder inibir os roubos, essa foi a medida que encontramos e que tem dado resultados”, expõe Gomes. No ano passado, devido às imagens captadas pela câmera de vídeo instalada em um posto, o assaltante do estabelecimento foi localizado e preso.

Apesar da Polícia Civil não ter estatísticas de roubos a postos de combustível, Gomes afirma que esse número é alto e aumentou há cerca de um ano. â€œÉ quase um por dia”, observa.

O presidente do Sincopetro acredita que 20% dos postos de combustível já têm câmeras instaladas. O investimento, que gira em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil, é compensado pela redução dos roubos, na opinião de Gomes.

“Eu já perdi as contas de quantas vezes fui assaltado. Em fevereiro do ano passado, fui assaltado oito vezes só em um posto. Agora, a maioria das câmeras instaladas nos postos está bem visível. Isso inibe violentamente a ação dos assaltantes”, acredita.

Outra medida que tem surtido efeito são os cofres “boca-de-lobo”. Eles têm uma abertura que permite apenas que o dinheiro seja colocado para dentro e não tem abertura para o lado que fica exposto. “O frentista joga o dinheiro lá dentro quando passa de R$ 50,00 ou R$ 100,00 e se acontecer um assalto, ele tem pouco dinheiro no bolso”, explica Gomes.

Apesar das medidas preventivas, ele afirma que os assaltantes estão cada vez mais ousados - assaltam em horários inusitados (não apenas de madrugada), quebram câmeras de vídeo ou chegam em motos e com capacetes para não serem identificados.

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