Desativada há aproximadamente dez anos, a área social do Esporte Clube Noroeste depende de um convênio para voltar a funcionar. Piscina olímpica com plataforma, piscina média, piscina infantil, playground, cancha de bocha e malha e várias quadras esportivas compunham uma das mais completas estruturas de lazer de Bauru décadas atrás. Um conjunto que depende de um plano de terceirização para voltar a funcionar.
“Podemos dizer que o clube, hoje, está semi-abandonado. Só funciona o campo, por causa do futebol, e o ginásio, que foi reformado e é mantido pela iniciativa privada. O resto, está esquecidoâ€, comenta o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.
A diretoria confirma a situação e lamenta o atual estado de deterioração do clube. â€œÉ o que recebemos de herança. Nossa proposta é terceirizar o funcionamento destes equipamentos, porque, além de ser complicado pensar em recuperar um quadro associativo, só as mensalidades não manteriam toda esta estrutura. E todo mundo conhece a situação atual do clubeâ€, destaca o administrador geral do Noroeste, Marco Antônio Vilela Peixoto.
Na opinião dele, a alternativa mais interessante para o município seria fazer um convênio com a prefeitura. O poder público cuidaria da manutenção e o acesso seria aberto para toda a comunidade. “Poderia até ser um centro municipal de aprendizado esportivoâ€, defende.
Peixoto conta que o clube chegou a receber uma proposta de uma associação beneficente, que assumiria as instalações e ofereceria aulas de natação e futebol de salão para crianças e jovens carentes. “As piscinas teriam instrutores profissionais e salva-vidas e os acompanhantes dos alunos poderiam utilizar os campos de bocha e malha enquanto esperariamâ€, informa.
O administrador conta que as negociações estavam em andamento quando um vereador pediu que o clube aguardasse algum tempo. “Ele disse que levaria o assunto para discussão na Câmara, mas, até agora, não temos nada e os equipamentos continuam abandonadosâ€, cobra.
Peixoto informa que o clube não tem associados atualmente e que a diretoria nem estima o custo de reforma e manutenção da área social.