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Os supostos prós e contras do "SPB"

(*) José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

Na expectativa da implantação do SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro - programada (a priori) para 22 do corrente mês, porém, sob surgimento de problemas inerentes à organização programática, haverá exigido mudança da data prevista, talvez ainda não declarada. Entretanto, é verdade que de certa forma, alguns dos bancos (como o Bradesco e Banespa) vêm estimulando o início do recadastramento pessoal, que objetiva a recriação da “chave de segurança”, através de duas ou três letras, agregadas à modernização do sistema.

Uma análise do assunto - embora de forma sucinta - nos obriga a tecer algumas considerações julgadas sob necessidade de colocar, visando melhor avaliar o que (na abertura do presente trabalho), chamamos de: os possíveis prós e os contras. Muito embora, particularmente, estejamos cônscio do objetivo buscado através da nova forma de logística financeira que se tem em mente, especialmente quanto às empresas privadas, bem como as do setor público. Embora seja conveniente considerar que as compensações de cheques passarão a ser de imediato, isto é, fora do sistema anterior que tarda um dia para ocorrer um desconto. Da mesma forma, a administração de caixa deve ser vista no mesmo dia da ação, obrigando “rever os processos de gestão do fluxo geral”, e ao mesmo tempo, mapeando “a cadeia de produção com a Tesouraria”. Uma espécie de “piloto de caixa”, cuidará para que cheque do mesmo banco tenha o pagamento a ser feito, dado que a compensação interna significa que o dinheiro sai no mesmo dia da conta da empresa.

Contudo, distribuindo-se cobranças e pagamentos por diferentes bancos, o “piloto de caixa” ganhará um dia na entrega do dinheiro. As mudanças caracterizam o novo sistema denominado na sigla SPB, são: TED =Transferência Eletrônica Disponível, cujos bancos processarão pela CIP = Câmara Interbancária de pagamentos ou pelo STR =Sistema de Transferência de Reservas do Banco Central, efetivando as “transferências de fundos em tempo real”.

Prós. Convém elencar alguns de no mínimo seis dos esperados, isto é, os que renderão vantagens previstas e que por isso estão sendo aguardadas a partir da implantação do sistema. a) Criação e adoção das novas siglas previstas e disponibilizadas tal como “TED” e “TEA”; b) Declínio dos riscos de crédito no sistema; c) Aporte na redução dos custos da intermediação financeira; d) Certeza da obtenção de maiores serviços a serem conseguidos através da gestão do “fluxo de caixa”; e) Presença de maiores facilidades na agilização dos cartões de crédito e de débito, nos meios de pagamentos. f) Os bancos buscarão alcançar total desestímulo no uso de documentos de compensação no início, atingindo a redução, cerca de 80% para cheques compensados e de 96% no total dos “Doc”.

Contras. A procurada modernização aqui discutida, muito embora se haja sumariamente revelado importante no ganho de tempo; na tramitação dos objetivos, a “maioria das empresas e da sociedade continua ignorando a reestruturação do SPB”. Entrementes, verifica-se que tudo leva ao encalço do melhor dos trâmites de apoio, e, na facilitada perfeição econômico/moderno/eletrônica. Enfim, o perigo reside próximo; na simples forma de tudo facilitar no âmbito do sistema bancário em geral. Porém: I) Triste resultado para os menos favorecidos, sob maiores despesas bancárias; II) Sem falar da fatídica onda de desemprego a ocorrer. Banqueiro não dá linha sem nó.

(*) O autor, José Almodova, é professor universitário e mestre pela Unesp. É jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br

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