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Pesquisa utiliza técnica inédita

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A pesquisa feita por profissionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP) para instalar poços para avaliação da qualidade da água que passa sob o aterro sanitário de Bauru está dispondo de tecnologia pioneira no Brasil.

A técnicas convencional é a Geofísica pela Técnica da Eletroresistividade de Superfície. Ela permite que o estudo seja feito em grandes áreas. São passados fios de corrente elétrica pelo terreno avaliado. Pela alteração da corrente elétrica, são identificados os indícios dos locais de maior contaminação.

A técnica inédita é a utilização do penetrômetro - dispositivo que permite avaliar com detalhe o solo sem que seja necessário retirar terra do local. Com o auxílio de uma espécie de trator, o aparelho é inserido no terreno. Conectado a um computador, o equipamento fornece dados de resistência, atrito, pressão e outras informações que são indiretamente interpretadas.

Sensores acoplados ao penetrômetro - do qual existem apenas três unidades no Brasil (Bauru, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) - podem detectar, por infra-vermelhos, resistividade ou até mesmo câmeras, a presença de contaminantes no solo.

Outra vantagem da utilização do penetrômetro é a prevenção de eventuais contaminações durante o estudo já que para fazer o furo não é retirada parte do solo, apenas empurrada. “Ele faz com rapidez e limpeza muito grande e não gera contaminantes”, enfatiza Heraldo Giacheti.

Dados

Nos estudos de ontem, foram coletadas amostras de água dos lençóis freáticos que passam pelo aterro. Elas serão analisadas na Unesp e em outros laboratórios.

Os pesquisadores identificaram também a extensão da cava, o caminho preferencial da água subterrânea, o possível caminho de contaminantes no solo e dados sobre os locais mais apropriados para o monitoramento. “A partir disso, teremos certeza de que estamos avaliando o aterro do ponto crítico. Se você não monitorar o ponto crítico, você pode sair com uma conclusão errada”, reforça Giacheti.

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