Bairros

Crosta reduz a vazão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

As redes de distribuição de água mais antigas de Bauru são as da Vila Cardia, Vila Falcão e Bela Vista. De ferro fundido, as tubulações desses bairros, implantadas a partir do final da década de 30, estão com a capacidade de vazão reduzida. Com o passar dos anos, devido à reação dos produtos químicos adicionados à água, forma-se uma crosta nas paredes das tubulações, que agora dificulta a passagem da água, explica Isaar de Almeida, diretor de Divisão de Producão e Reservação do DAE.

Para resolver o problema, o DAE tem duas alternativas. Uma é trocar toda a tubulação antiga por outro nova, de PVC, o que é considerado inviável pelo alto custo e transtorno que causaria a obra, explica Luiz Augusto de Oliveira Castro, presidente da autarquia. Para ter uma idéia do trabalho, seria preciso quebrar o asfalto de toda a extensão de rede a ser trocada.

Além disso, seria preciso muito dinheiro levando-se em conta que 600km de rede são antigos. Cada metro de tubulação substituído custa ao DAE de R$ 12,00 a R$ 15,00, de acordo com Almeida. A outra alternativa, que agora começa a ser estudada, é a adição de um produto químico à água que tem o poder de dissolver a crosta das paredes da rede de ferro fundido.

No entanto, o presidente do DAE adverte que o custo desse processo de desobstrução das redes, de alta tecnologia, também é altíssimo. “Ainda não temos cálculos de quanto isso iria custar, mas sabemos que é muito caro. Além disso, o resultado não é imediato, demora uns cinco anos para que a crosta seja toda dissolvida”, frisa Castro.

Por enquanto, o que o DAE fará é a substituição de apenas alguns trechos de redes antigas, como fez recentemente na rua Rio Branco. “Aproveitamos que a rua está passando por obras e fizemos a troca”, conta Paulo Siécola, diretor da Divisão Técnica da autarquia.

A substituição de uma das duas adutoras que levam água do Batalha à ETA também é importante para melhorar o abastecimento da cidade. A adutora de 18 polegadas, muito antiga, está deteriorada, segundo Almeida e a previsão do DAE é trocá-la no próximo ano. “Mas essa troca depende da receita de 2003”, frisa Castro. A obra está orçada em R$ 1,2 milhão.

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