A erosão do Parque Bauru, que no início dos anos 90 ficou conhecida por ser a maior da cidade, apesar de estabilizada, ainda não é problema totalmente resolvido para a prefeitura. Os imóveis atingidos pela cratera foram declarados de utilidade pública em 1993, mas até agora o poder público municipal ainda não terminou de permutar as áreas ou pagar as indenizações.
Além disso, como os tubos ármicos colocados no subsolo para escoar a água da chuva sofreu corrosão com o passar dos anos, a Secretaria Municipal de Obras voltou a investir na estabilização da erosão. Antônio Carlos Duarte, titular da pasta, diz que toda a tubulação está sendo trocada por outra de concreto. “Ao invés de investimos em novas frentes de trabalho, temos que refazer o que já estava prontoâ€, frisa.
O grande buraco do Parque Bauru, que surgiu em função de problemas no escoamento da água da chuva na região do Núcleo Bauru 22, chegou a quase um quilômetro de comprimento. O aterramento e estabilização da erosão custaram caro para a prefeitura.
Por outro lado, ainda existem vários processos de desapropriação e permuta de imóveis atingidos pela erosão tramitando na prefeitura, segundo Maria Helena Rigitano, titular da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan). Na edição do último sábado do Diário Oficial do Município, por exemplo, foi publicado o pedido de autorização para o prefeito Nilson Costa permutar imóvel da Prefeitura de Bauru com terrenos de propriedade de Raul Piola e Paulo Keller.
Se a Câmara aprovar, os dois imóveis, declarados de utilidade pública em setembro de 1993 e avaliados em R$ 19,5 mil, serão permutados por um terreno da prefeitura sem benfeitorias, estimado em R$ 13,2 mil, localizado no Jardim Petrópolis (região da cidade distante da erosão). O texto do pedido de autorização de permuta diz que os dois proprietários, em função da ausência de áreas públicas disponíveis para troca, aceitaram receber um único imóvel, que será dividido entre eles.
Os imóveis atingidos pela erosão, ao serem trocados ou desapropriados, passam a integrar o patrimônio da prefeitura. Maria Helena explica que esses terrenos serão usados, no futuro, para nova permuta ou para construção de praça e equipamento público. “A erosão foi estabilizada, mas por enquanto não é autorizado erguer construção no local. Como o problema surgiu em função das obras do Núcleo Bauru 22, os donos dos imóveis atingidos podem pedir permutaâ€, ressalta.
A titular da Seplan frisa que além de ainda não ser totalmente seguro fazer uma edificação sob a área atingida pela erosão, haveria dificuldade de acesso. “Por enquanto, não há arruamento na área atingida, que temos mapeada aqui na Seplan. Mas no futuro a prefeitura poderá fazer praças nessas áreas ou erguer algum equipamento públicoâ€, diz.