Ao prezado leitor, que possa supor este assunto uma simples curiosidade, ou falta de material. Na verdade, ocorre que se trata de apoio à presença de dois acontecimentos comentados na indefectível “Tribuna do Leitor†deste JC, edição de 20 do corrente mês. A primeira, trazida à mídia pelo emérito professor Rodolpho Pereira Lima, manifestando-se em homenagem aos procedimentos do vereador Edmundo Albuquerque, com respeito à negligência do governo do Estado para com o transporte diário de alunos. Isto, comparativamente com as despesas que o “custeio de cada interno na Febem fica para o Estado em R$ 1.700,00 mensais, enquanto um aluno do curso fundamental fica em R$ 700,00 por anoâ€. O fato (da revolta íntima do professor), deságua - por via indireta - coincidindo manifestamente com a visão profissional da competente advogada dra. Alzira Garcia. Esta (parabeniza o trabalho dos drs. Roberval Fábio e Antônio Ângelo Ciocca), “por não terem cedido às ameaças†que certamente devem ter procedido de abusos. É assim que clama (com toda razão), da: “atual situação, onde os bandidos possuem regalias e mordomias onde exige seus direitos (e ponham direito nisso!) com ajuda das famigeradas comissões de Direitos Humanos (vítima não é considerada humana?), é bem mais atraente ser delinqüente do que um pacato cidadãoâ€.
Enquanto há verdades, na cobrança dos humanos (brasileiros ou não), que exercem seus trabalhos honestamente e não se revoltam, pelo (minguado salário mínimo), que lhes são proporcionados por lei. -Imagine, leitor, quanto será o custo de cada presidiário, comparado ao custeio do menor internado na Febem, que, é de R$ 1.700,00 anualmente -. Mas, cuidado, nem pense na diferença do que recebe a maioria do operariado brasileiro. Por outro lado, no âmbito da vida econômica dos cidadãos não se poderá avaliar (corretamente), os haveres econômico/ monetários de alguém. Entretanto (quando querido), tem-se conseguido chegar a alguns resultados satisfatórios. São tantos os desmandos sofridos pelo país, em face dos abusos daqueles que de alguma forma (direta ou indiretamente), obtêm “sucesso†(em seu próprio nome ou no abusivo nepotismo), demostrar ao País a sua outra cara de indigitado algoz... Infelizmente, nos 502 anos do Brasil (dentre os 180 da independência), não teriam redimido o país dos maus exemplos de administradores e gamas de aproveitadores do dinheiro público, que somente nas última décadas vem sendo confiscados. Historicamente, o país teria seguido contando com maus exemplos de portugueses e brasileiros relegados por Portugal para a África, e que foragidos, teriam se auto/relegados ao Brasil, reencontrado excelente terreno para prevaricação.
Quem sabe se deva à semente que infelizmente não feneceu, espalhando-se no meio dos espertalhões, praticantes especialistas em corrupção explícita, gatunos do dinheiro público. Contudo, nos dias atuais (no mundo conturbado em que vivemos), ainda podemos agradecer por haver - nascido ou aqui aportado - para viver livremente neste vasto continente com cerca de 8.500.000 km2. Vivemos num Brasil livre democrático, menos conturbado que outros da maior parte do mundo. Embora tenhamos problemas de: saúde, segurança, desemprego, fome, e até de banditismo, ainda somos maioria altruísta, de povo cristão, que (não se deita ou levanta), sem agradecer a Deus por ser ou estar brasileiro. O Brasil está mudando...
(*) O autor, José Almodova, é professor, Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC, escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br