Tribuna do Leitor

A FUMAÇA NOSSA DE CADA DIA

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Fica cada dia mais difícil respirar um ar livre de impurezas na região urbana de Bauru. Se de um lado da cidade existe a suspeita de contaminação através dos resíduos provenientes do chumbo, no restante da cidade o ar é contaminado por um excesso inexplicável de fumaça, provocadas pelas queimadas indiscriminadas em terrenos. Num tempo não muito distante, todos devem se lembrar que o mato que crescia nos terrenos urbanos era carpido e os detritos jogados em áreas próprias de aterro. Hoje o poder público não exige que esses terrenos tenham calçamento e muros ao seu redor, e que sejam limpos sem o uso estúpido de queimadas. Os proprietários nem se dão ao luxo de limpar o mato e já tocam fogo sem pestanejar, certos de que sairão impunes de mais esse crime contra a natureza. Vista de longe nossa cidade mais parece uma aldeia do Mato Grosso, tal a quantidade de queimadas existentes. Na área próxima aos Jardins Europa e América, é impressionante a quantidade de queimadas que ocorrem diariamente, colocando em risco inclusive algumas residências que ficam mais próximas desses terrenos baldios. O Corpo de Bombeiros fica gastando combustível, a população fica respirando um ar de péssima qualidade e a Prefeitura fica assistindo a tudo como se nada pudesse fazer. Não é à-toa que o clima anda tão confuso a cada ano que passa, pois a ignorância do ser humano em relação à natureza é cada vez maior, e os prejuízos incalculáveis para a humanidade. É preciso maior fiscalização do poder público em relação aos terrenos, e maior rigor na punição aos vândalos que querem destruir um pouco do que resta de ar puro para se respirar. A omissão é o pior dos crimes contra a sociedade, por parte daqueles que têm a responsabilidade de governá-la. A população precisa repudiar por sua vez, qualquer método que leve a destruição de nossa maior reserva e patrimônio enquanto na Terra estivermos. (Rafael Moia Filho - RG 6.711.407-6)

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