Tribuna do Leitor

TEMPO DE MURICI

Abdnor Maluf
| Tempo de leitura: 2 min

Moedas às vezes falham, dificilmente o provérbio “tempo de murici, cada um para si”... Enquanto isso, “vamos dirigir com mais cuidado”! Se possível vamos evitar a volta dos réis, sem tirar o A que está bem no meio da palavra reais, com a qual também escrevo o meu nome. Com tantas mudanças da nossa moeda fica parecendo buracos de peneira. Com cruz em cruzeiros e cruzados (com a qual executavam os condenados), depois novos cruzeiros e novos cruzados etc., somente aqueles que eram do time dos “Gersons” levavam vantagens em tudo, aliás nada diferente do que ainda hoje acontece e com muito mais intensidade.

Não tenho bola de cristal para afirmar que réis, ou algum afim, estejam fora de cogitação, diante das rezas de que a história se repete! E como se repete!! Haja vista o quanto estamos sujeitos a isso!... Basta, por exemplo, concretizar-se, conforme já foi ventilado, FHC como senador vitalício e seu candidato vencer o pleito eleitoral, teremos então na passagem de 2002 para 2003 uma interessante repetição do que foi a passagem dos anos 1945 para 1946, quando Vargas, saído da governança, foi candidato a senador por São Paulo e seu ex-ministro da Guerra para presidente, saindo-se ambos vencedores. Nesse caso como em todos os demais a minha função sempre inalterável tem sido semelhante a de quem, ao colher as imagens, bate a foto e exibe o retrato (sem a frescura do dizáinn), retrato mesmo, no bom português.

Nas conjunturas daqueles anos quarenta, sem televisão, os acontecimentos pendiam mais para o tranco. Hoje porém graças ao maior hipnotizador de todos os tempos, a televisão, tudo se resolve mais facilmente na base do deixemos para lá...

Cativos às repetições da história, retroagimos espiritualmente através de uma ponte que está sobre 2 pilares, que vai de 1958, com dom João XXIII a um outro papa de igual nome que terminou seu pontificado em 1415 (1410-1415). O homossexualismo, o lesbianismo e outras taras humanas (como a do médico em foco) somadas a um saudosismo latente no seio da humanidade, sob recrudescimento incontrolável, são conseqüências dessa marcha à ré. (Abdnor Maluf)

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