A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) vai receber R$ 4,7 milhões do governo estadual neste ano para o custeio dos três hospitais mantidos pela entidade - Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel. O dinheiro, segundo Josef Saab, presidente da AHB, será repassado em dez parcelas mensais de R$ 478 mil e será utilizado na compra de remédios e pagamento de funcionários.
O repasse, explica Saab, é uma verba adicional à qual a AHB tem direito por atender um percentual alto de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Por lei, a AHB tem que atender 60% de SUS, mas nós atendendo praticamente 90% de pacientes da rede públicaâ€, diz. A AHB já recebia essa verba adicional no ano passado, no valor de R$ 400 mil mensais.
Segundo Saab, a verba adicional é fundamental para que a AHB continue pagando funcionários e fornecedores em dia. â€œÉ uma verba que eu, o José Cardoso Neto (diretor da AHB), o Affonso Viviani (diretor da Direção Regional de Saúde), e o deputado Pedro Tobias acertamos na Secretaria Estadual de Saúde em fevereiro. É um reconhecimento por atendermos a maioria de pacientes do SUS, inclusive da região. E é muito importante para a saúde financeira da AHBâ€, conta.
Sem a verba adicional nos primeiros quatro meses de 2002, a AHB teve que recorrer a empréstimo bancário. “Conseguimos manter os hospitais funcionando nesses quatro meses, com todos os pagamentos em dia, porque o orçamento da AHB está equilibrado devido a corte de despesa. Mas tivemos de fazer um empréstimoâ€, conta. Ele estima a dívida em R$ 700 mil.
Portanto, as duas primeiras parcelas da verba serão utilizadas para quitar a dívida. Por se tratar de verba de custeio, não poderá ser usada na aquisição de equipamentos e obras, inclusive reformas. “Essa verba vai garantir o pagamento dos salários dos funcionários religiosamente no 5.º dia útilâ€, afirma Saab.
Com a verba adicional da Secretaria Estadual de Saúde, Saab acredita que a AHB não terá problemas de manutenção. “O SUS não tem atrasado mais o pagamento dos serviços, o que nos ajuda muito. Antigamente, chegava a atrasar até 30 diasâ€, frisa.