A respeito da reportagem do dia 21/4/2002, domingo, “Gestação causa problemas no trabalho†a repórter mostra uma gestante sofrendo violência psíquica no trabalho. A trabalhadora, grávida, vergonhosamente agredida, discriminada, com ameaça de perda de direitos, isto é um absurdo. O que mais me revoltou é que quem pressiona, agride, é outra mulher! Por pequena economia uma também trabalhadora, pois é patroa, empresária, mas mulher. Ela tem filhos? Teve gestação tranqüila? Se não é mãe, é filha, tem irmãs, primas, amigas mães? Gostaria de estar ou ter suas amigas, filhas etc., no lugar de sua funcionária? A empresária, com certeza, burla a lei, pois se as comissões das vendas fossem registradas na carteira de trabalho, o INSS é que pagaria e esta senhora não teria com que se preocupar. Com certeza ela paga “por fora†as comissões devidas e agora quer...
A trabalhadora ficou o mês de abril “descansando†a pedido da patroa e neste mês só ganhou o salário fixo. Caso a gestante procure seus direitos (e deve fazê-lo), a patroa será descoberta nesta fraude (comissões à parte). Em abril fez calor em Bauru, o que ajudou as vendas em geral e em especial desta empresa, e a funcionária, teria sim, vendido bastante e as comissões mais o fixo ajudariam nas despesas que sabemos, um novo filho, faz.
Sugiro que a empresária procure a funcionária, façam as contas (as duas sabem) de como deveria ter sido em abril e cumpra o seu dever. Omito os nomes das envolvidas e da empresa e espero que tudo acabe bem. Digo que temos “sede†de justiça e iremos sempre defender os direitos das mulheres de Bauru. Imagino uma campanha de marketing às avessas: “Mulheres, homens sensíveis, matem sua sede de justiça, busquem empresas que respeitem a vida.†Que o respeito entre os seres seja límpido e transparente como a água pura, gostosa de beber... (Acyr Santinho Motta - RG: 5.404.086)