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Eletricitários reivindicam reajuste

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Os eletricitários sindicalizados de Bauru realizaram, na semana passada, uma assembléia onde ficaram aprovados a pauta de reivindicações e o plano de luta da categoria. O principal aspecto é que o sindicato irá exigir um reajuste salarial de 9,3%.

O vice-presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas (Sinergia - CUT), Jesus Francisco Garcia explica que o aumento salarial tem como objetivo repor a inflação acumulada de junho de 2001 a maio de 2002. “Nós queremos ter o mesmo poder de compra que tínhamos antes. Há que corrigir todos nossos benefícios”, diz.

Além disso, eles querem uma ampliação dos benefícios existentes para a classe de trabalhadores. Na região, são três empresas do setor com as quais eles deverão se reunir para exibir uma proposta. Com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), os eletricitários possuem um acordo coletivo que vai até o ano que vem (2003). O objetivo é estender esse acordo até 2006. “Nós queremos garantir a oportunidade de emprego”, afirma.

O sindicato está reivindicando, além do reajuste salarial e garantia de empregos. “Há muitos serviços terceirizados ou quarteirizados e nós queremos contratação de pessoal. Temos que melhorar as relações de trabalho”, salienta.

De acordo com Garcia, o sindicato quer também, construir uma rede de convívio social do serviço público. “Somos contra a privatização. Vamos lutar contra isso também”, conta. Outro ponto é a liberdade e autonomia sindical. “Queremos nos organizar livremente, de forma independente.”

Ele afirma que há um calendário para a aplicação do plano de luta do sindicato dos eletricitários. Os manifestos estão previstos para o próximo mês. Esse plano, conta Garcia, começa com meia hora de paralisação, depois uma hora, segue com meio período de trabalho, depois um período inteiro e, no final de junho, se for necessário, inicia-se uma greve por tempo indeterminado. “Queremos conseguir um acordo durante a mesa de negociações que vamos ter com as empresas”, afirma.

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