A empresa de telefonia Vésper e Scac Estruturas e Fundações têm uma semana para apresentarem soluções técnicas para os transtornos causados à cidade com a queda da torre na Vila Cardia, no último dia 3 de maio. A decisão é da Promotoria de Defesa da Cidadania, que marcou para a próxima segunda-feira, às 13h30, uma nova reunião no Fórum de Bauru.
Na tarde de ontem, um primeiro encontro foi comandado pelo promotor Fernando Masseli Helene. Participaram da reunião representantes das duas empresas envolvidas no caso e de moradores vizinhos da torre que desabou e das proximidades de outras antenas na cidade.
Há uma semana a promotoria instaurou um procedimento investigatório para saber as condições das outras torres de telefonia que ainda estão em pé em Bauru. A reunião de ontem fazia parte de uma das etapas do processo.
Masseli conta que o clima durante o encontro teve momentos de muita tensão por parte das empresas e também dos moradores. Ele acredita, que a situação possa ser resolvida sem ações judiciais, mas se for preciso, as medidas serão tomadas.
Mesmo assim, revela que algumas perguntas ainda ficaram sem respostas pelo fato dos profissionais que vieram a Bauru não terem autoridade suficiente para responder, por exemplo, se as empresas arcariam com as despesas de hotel para os moradores temerosos em caso de novas ventanias e que a Defesa Civil está aconselhando deixarem o local. Afinal, quem mora próximo a torres semelhantes está em pânico.
Em contrapartida, os promotor aponta que os representantes se demonstraram abertos a resolver o caso aumentando a proteção das torres e até trocando as edificações de concreto de 60 metros por outras mais baixas, de 40 metros, feitas de ferro trançado, o que aumentaria a vazão de ar.
Eles ouviram as reclamações dos moradores e prometeram que ninguém será lesado.
A promotoria, que foi incisiva em cada quesito, decretou que não será levantada outra torre no local até segunda ordem, e que outras sejam colocadas fora da área urbana da cidade e que as existentes também possam ser relocadas para fora da área residencial, troca por torres mais baixas e de ferro vazado.
Os laudos
Essas medidas foram debatidas sem o resultados dos laudos pedidos para os mais diferentes órgãos: Polícia Técnica, Instituto de Pesquisas Técnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Sindicato dos Engenheiros e pelos próprios laboratórios da Scac.
O promotor também pediu vistorias por parte da fiscalização da prefeitura e irá solicitar auxílio do Departamento de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para dirimir dúvidas sobre os resultados.
Fernando Masseli aponta que se um laudo for entregue antes de segunda-feira, a ordem é que uma nova reunião seja marcada imediatamente.