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Objetivos humanos


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Cada dia que passo na vida, mais me certifico e me dou conta de que vimos à terra para levar avante um sem número de obrigações, além daquelas sistematicamente religiosas. Entendo que os tempos vividos pelo ser humano, entretanto, pertencem aos desígnios de cada encargo, que se reflita como atividade final de cada indivíduo, no encerramento do que lhe fora cumprido, logo ao nascer. Assim é que (com meus botões) concluo ouvir meus pensamentos, de onde suponho que a vida em geral nos parece muito complexa. Tudo porque, quando - como seres humanos - vivemos na expectativa de nossos supostos comportamentos. Então, é assim, quando já alcançamos os avançados números de primaveras que nos conduzem a pensar mais, porque as responsabilidades ainda residem acumuladas no nosso cérebro. É a cobrança do nosso próprio eu (ou quem sabe), do nosso ego, que ainda resiste dentro de nós e se agita por aquilo que honramos como obrigação não totalmente cumprida.

É assim pensando que me volto a uma dessas pessoas bauruenses - um cidadão íntegro - que reconheço como exemplo cultural de pessoa, totalmente adequado às atividades constantes da vida. Somente alguém como o nosso erudito professor, cuja música lhe corre nas veias em ritmo constante (em idade avançada que não lhe tolhe o vigor do trabalho), útil/musical de onde alimenta sua alma. Derramando conhecimentos, prefere passá-los aos circunstantes que ainda buscam na música o “Neo-Romantismo”. Feito o retrato do cidadão (que não é desconhecido), pois trata-se do nosso gênio da “Música erudita: sensibilidade e cultura”. A ele, professor Hélcio Pupo Ribeiro, rendo-me aos seus merecidos valores e parabenizo-o sob respeitáveis cumprimentos.

Que não seja apenas pelos conhecimentos da música erudita ser musicófilo, mas por um sem número de valores, Hélcio Pupo Ribeiro está para - o Brasil através da música - como o presidente Fernando Henrique Cardoso está para a ferrenha defesa dos assuntos econômicos do país, envolventes como o da aliança da “UE”-Mercosul e, o (duro osso que é entrave de tudo), promovido pelos EUA em ferrenha defesa da Alca. Entrementes (segundo os procedimentos do presidente), o país parece caminhar a passos largos, em busca da solução de problemas muito mais importantes do que o governo preocupar-se exclusivamente do tratamento político/partidário que caminha em direção à próxima eleição, cuja defesa já se tornou mais transparente do que se mostrava ser nos primeiros ensaios, com a presença de alguns... Assim é que nesta semana, o presidente estará em Madri, onde “participará das reuniões de cúpula na União Européia nos dias 17 e 18”. Também está na pauta o assunto atinente à União Européia - Mercosul (com a presença de Eduardo Duhalde, provavelmente neste dia 16, quinta-feira. Em Roma, no dia 19 (como a maior autoridade representativa do País), “participará da cerimônia de canonização da madre Paulina, a primeira santa brasileira”.

É assim que Fernando Henrique se mostra experiente diplomata brasileiro, que corre atrás de tudo até última obrigação, não deixando de desejar boa sorte à Seleção Brasileira. E ainda, puxar a orelha dos safados da Ferrari, pelo fiasco (não aceitando a farsa praticada na corrida da Áustria), tirando o pão da boca do nosso Barrichello, constrangendo a galera presente e mais a nós brasileiros. - Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor, Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista, colaborador do JC. Escreve às quintas-feiras. E-mail: almodova.com.br)

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