Tribuna do Leitor

Sr. governador:


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A Educação é sempre tema das campanhas políticas. Não foi diferente quando elegemos e reelegemos o sr. Covas e o senhor. Infelizmente, o que estamos assistindo é um descaso total por parte das autoridades deixando em abandono essa que deveria ser prioridade.

A Escola Pública não vem se direcionando aos alunos, está servindo para que os políticos consigam verbas lá fora, fazendo propaganda política, onde se mostra uma Escola que não existe, sendo esta uma propaganda enganosa. A cada governo que passa, novas normas e regras são inventadas, mas sempre em detrimento dos educandos e educadores. Estamos assistindo à execução da Escola Pública. “A Escola Pública está morrendo”.

De forma geral a Educação, a Saúde e a Segurança vão de mal a pior, estão todas com a corda no pescoço.

O pior, é que quem sofre com esse descaso não são os políticos e sim a população mais carente, aquela que depende do SUS, da Escola Pública e da Polícia. Os políticos não usam os hospitais de periferia do SUS, pois são atendidos com prioridade pelos melhores especialistas e nos mais bem equipados hospitais.

A Segurança dos políticos é garantida pelo próprio Estado. Se quiser, o governador convoca um exército inteiro como proteção ou para massacrar a população como por exemplo na greve dos professores. Quanto a Educação, não precisam se preocupar com o que está acontecendo na Escola Pública, pois seus filhos, netos e bisnetos tem as melhores escolas particulares ao seu dispor. Assim também estão sendo tratados os funcionários públicos.

Após o incidente que matou o Prefeito de Santo André, tivemos várias sugestões de medidas que deveriam ser tomadas para combater o crime organizado. O sr. tomou como medida para resolver a situação, de violência, a contratação de seis mil novos policiais.

De que adianta seis mil jovens policiais mal pagos? Todos sabemos que essas medidas não resolvem nada. Não ouvimos ninguém sugerir o que realmente precisa ser feito, como por exemplo equipar melhor a Polícia a fim de melhorar seu desempenho e principalmente das um salário digno ao policial para que ele não precise se associar aos bandidos para sua família sobreviver.

Em Educação a ladainha é a mesma. O Governo tenta agradar os professores da ativa com bônus e gratificações, esquecendo os aposentados.

Um político disse: “É, aposentado não vale”. Só que os aposentados também trabalharam o tempo exigido pelo Estado, para se aposentarem. Não estão recebendo aposentadoria de graça como alguns políticos. Ainda mais, é a própria Secretaria, através dos Recursos Humanos, que faz as contagens de tempo e aposenta os professores, determinando os seus salários. Ninguém aposenta antes do tempo e nem recebe mais do que de direito.

Uma vez o sr. governador Covas disse em um discurso: “Se quiserem eu posso aumentar o salário dos professores, mas é o povo que vai pagar. Não sou eu”.

Sabemos disso: Também pagamos impostos. pagamos o salário do sr. governador, dos Deputados, dos assessores, as campanhas políticas, etc, etc, etc... Só que não votamos o aumento do nosso salário, como fazem os nossos “legítimos” e “dignos” representantes. Dependemos da boa vontade daqueles que elegemos como nosso representantes e que depois de eleitos nos esquecem.

Alguns deputados incluíram no projeto do bônus emendas beneficiando também os aposentados. Pura demagogia. Sabiam que o governador vetaria. Isso não passa de jogo político em ano eleitoral.

A verdade sr. governador é que o povo está cansado, saturado das tramóias políticas.

Será que elegeremos algum dia um governador, que ao assumir o seu posto, desempenhe o seu verdadeiro papel, que é administrar o Estado, cuidar do bem estar do seu povo, tratar com carinho e dignidade seus funcionários públicos, considerando-os como seres humanos e não como marionetes.

Não se esqueça sr. governador: “Somos gente que vota”. (Várias assinaturas de Professores Aposentados de Iacanga)

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