Na edição do Jornal da Cidade, de dois anos passados, dia 24 de maio, página 12, o secretário de Obras da época, prof. Queiroz Dias, informava que o alcaide bauruense “tinha intenção de executar a obra de duplicação do trecho de 450 metros, desde o ano passado (1999) e quando ele secretário assumiu, a verba já estava empenhada. A inviabilização do início da obra foi oriunda de uma série de recursos das empresas participantes da licitação. Como o processo poderia ser demorado, ultrapassando o período de seca, a Prefeitura achou por bem suspender a licitação e tocar a obra por conta própria, já que havia conseguido efetuar os reparos necessários nos equipamentos que seriam utilizadosâ€.
Muito bem! Isso foi em maio de 2000. Naquela época, a previsão de conclusão do referido trecho era para dezembro de 2000.
De dezembro de 2000 até maio de 2002 e se considerarmos que tal obra tinha previsão de conclusão de seis meses (a partir de maio/2000), fica complicado entender quando o alcaide bauruense, agora no ato da inauguração do trecho, afirma que a obra “poderia ter ficado pronta há seis meses (passados?), mas ocorreram problemas no processo licitatório para a contratação de empreiteira, tanto que a Prefeitura resolveu assumir o serviço sozinhaâ€.
Em maio de 2000 o professor secretário havia dito a mesma coisa. A justificativa de agora, dada pelo alcaide, já havia sido dada há dois anos passados.
Se a verba já estava empenhada em 1999, conforme o professor secretário afirmou quando assumiu a Secretaria de Obras, e que tal obra estaria concluída em dezembro de 2000, como é que o nosso alcaide afirma agora, em maio de 2002, no palanque armado para a comemoração da entrega da obra a quem de direito, que essa obra poderia ter ficado pronta “há seis meses atrásâ€, ou seja, em novembro de 2001?
Está faltando encaixar uma pequena defasagem de tempo de exatamente 365 dias nessa história... considerando que, entre maio/2000 a maio/2002 as águas do ribeirão Bauru correram por sob as pontes da avenida Nuno de Assis durante 730 dias.
O importante é que a obra está pronta, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do povo daquela região, e a Prefeitura não fez mais que a sua obrigação, ou seja, ao longo dos anos, conforme diz o professor secretário, “diversas administrações vêm trabalhando em trechos da avenida que, por ser grande e cara, não permite sua conclusão totalâ€. Parabéns, Bauru. Um problema a menos!
No prolongamento do projeto para a av. Dr. Nuno de Assis, lá no futuro, o alcaide que afixar a placa da obra concluída, ao olhar para a história, verá que seus antecessores cumpriram com a responsabilidade de dar continuidade na conclusão das grandes obras recebidas nas suas administrações. É assim que se administra uma cidade do porte de Bauru. É isso aí! (Nicanor Amaro Silva Neto - RG: 7.725.024)