O Bauru Kenel Clube realiza neste final de semana três exposições de cães de várias raças no Recinto Mello Moraes. Hoje, o evento, com entrada grátis, começa às 14h, e amanhã, às 9h. As exposições devem reunir cerca de 200 cães. A informação é da assessoria de imprensa do evento.
Mais do que um concurso de beleza, as exposições vão mostrar o que existe de melhor na criação de cães. Nelas, cada exemplar passa por avaliação de juízes. Entre os itens analisados, estão estrutura, conformação e temperamento, que os cães devem apresentar de acordo com o padrão de sua raça.
O objetivo das exposições é orientar a seleção de cães, uma vez que exemplares com faltas estruturais graves ou desvios de temperamento não recebem premiação. Para os criadores, as exposições são uma vitrine, onde seu critério de seleção é avaliado, e onde seu trabalho é valorizado.
Os cães podem receber qualificações que vão de suficiente a excelente, podendo até serem considerados insuficientes ou desqualificados, por apresentarem características fora do padrão de sua raça ou faltas graves, como dentição incorreta ou ausência de testículo (no caso de machos).
A premiação não será em dinheiro. Mas para os proprietários de cães vencedores, o prêmio significa valorização de seu exemplar e dos filhotes de sua criação, além de patrocínios. O melhor cão de cada raça recebe medalha, e os cinco melhores animais da exposição recebem troféus.
O cão considerado melhor entre todos os apresentados recebe o título de best in show. Mas cada exposição é apenas uma etapa na campanha de cada cão que está em disputa. Para se tornar um campeão de beleza, é preciso obter a classificação excelente de pelo menos cinco juízes diferentes.
Outros títulos que podem ser obtidos é o de grande campeão, campeão panamericano, campeão internacional e grande vencedor nacional. Os cães e os criadores ainda participam de rankings nacionais. Estar entre os cinco melhores criadores da raça no País ou ter o melhor cão de sua raça do Brasil é uma grande conquista.
Todas as regras da criação oficial de cães no Brasil partem da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), que centraliza a emissão de pedigrees. A CBKC é filiada à Federação Cinológica Internacional, com sede na Bélgica, e que normatiza a cinofilia em cerca de 80 países filiados a ela.
Bastidores da passarela
Um cão que entra em pista é o resultado final do trabalho de vários profissionais envolvidos na cinofilia. Inicialmente, é a seleção do criador. Mas seu desembaraço ao desfilar diante do juiz é mérito de um profissional chamado handler, o apresentador profissional de cães.
É ele que consegue obter a performance ideal do cão em pista, além de ser treinado para valorizar as qualidades e disfarçar os defeitos de cada exemplar diante do juiz. Uma boa apresentação pode ser critério de desempate entre dois exemplares.
A apresentação em pista é fruto de treinamento constante e condicionamento, para que na hora da exposição, estejam familiarizados com os comandos. Além do handler, o groomer - um misto de maquiador e cabeleireiro canino - também é fundamental na apresentação visual dos cães, em especial dos que possuem pelo longo ou exigem tosa específica, de acordo com o padrão da raça.
Nas exposições, são montados verdadeiros pet shops ambulantes com secadores, mesas e acessórios de banho e tosa. São acampamentos muito bem preparados para esta maratona, que se repete todo final de semana. Não é um serviço barato. A cinofilia movimenta um mercado altamente lucrativo. Há espaço para os que participam apenas por hobby. Mas a cada ano, aumenta a profissionalização, em um segmento em que se especializar é fundamental.