A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) vai contratar empresa para estudar e apresentar projeto de drenagem de águas pluviais na região da avenida Nações Unidas. O edital de licitação foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município (DOM). Estima-se que o projeto técnico deverá custar cerca de R$ 35 mil.
De acordo com o processo, as empresas de engenharia têm até o próximo dia 11 para apresentarem suas propostas. Nesse mesmo dia, a comissão de licitação da Prefeitura de Bauru abrirá os envelopes para iniciar o processo de qualificação dos participantes.
A partir da assinatura do contrato para a prestação do serviço, a empresa vai ter 60 dias para apresentar os estudos e a proposta de projeto para a drenagem da avenida Nações Unidas e região.
Essa área da cidade sofre de inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mesmo mortes.
Segundo a titular da Seplan, arquiteta Maria Helena Rigitano, a empresa vencedora da licitação terá que fazer levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nacões Unidas -, sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da Ferrovia Bandeirantes S/A (Ferroban).
“Desse levantamento sairá um relatório com alternativas e custos. Vamos pesar a mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executar ou etapas de obrasâ€, explica.
A implementação da obra ainda não tem estimativa de custos, mas acredita-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar o projeto. A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão.
“Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Naçõesâ€, prevê Maria Helena. Ela conta que a publicação do edital atrasou porque trata-se de uma experiência nova.
“Nós nunca tínhamos feito um edital desse tipo. Consultamos várias prefeituras, dentre as quais a de Santo André, onde visitamos. Tudo isso para fazermos um edital com segurança. Por isso atrasou um pouco.â€
A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área.
A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.
“Não é uma solução de fácil digestão. De fato mexe com o nosso cartão postal. Já faz um ano que divulgamos a idéia para avaliar a receptividade. Para alguns, a idéia foi boa. Para outras, nãoâ€, reconhece a secretária.
Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticas.â€
Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.
“Ele estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazermos uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que terá um custo maior.â€
Também pode-se viabilizar uma outra tubulação do Vitória Régia até o rio Bauru, calha de escoamento das águas pluviais da cidade. “Particularmente sou contra porque essa solução acabará inundando o rio Bauru.â€