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Seplan licita projeto para a Nações

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) vai contratar empresa para estudar e apresentar projeto de drenagem de águas pluviais na região da avenida Nações Unidas. O edital de licitação foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município (DOM). Estima-se que o projeto técnico deverá custar cerca de R$ 35 mil.

De acordo com o processo, as empresas de engenharia têm até o próximo dia 11 para apresentarem suas propostas. Nesse mesmo dia, a comissão de licitação da Prefeitura de Bauru abrirá os envelopes para iniciar o processo de qualificação dos participantes.

A partir da assinatura do contrato para a prestação do serviço, a empresa vai ter 60 dias para apresentar os estudos e a proposta de projeto para a drenagem da avenida Nações Unidas e região.

Essa área da cidade sofre de inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mesmo mortes.

Segundo a titular da Seplan, arquiteta Maria Helena Rigitano, a empresa vencedora da licitação terá que fazer levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nacões Unidas -, sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da Ferrovia Bandeirantes S/A (Ferroban).

“Desse levantamento sairá um relatório com alternativas e custos. Vamos pesar a mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executar ou etapas de obras”, explica.

A implementação da obra ainda não tem estimativa de custos, mas acredita-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar o projeto. A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão.

“Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Nações”, prevê Maria Helena. Ela conta que a publicação do edital atrasou porque trata-se de uma experiência nova.

“Nós nunca tínhamos feito um edital desse tipo. Consultamos várias prefeituras, dentre as quais a de Santo André, onde visitamos. Tudo isso para fazermos um edital com segurança. Por isso atrasou um pouco.”

A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área.

A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.

“Não é uma solução de fácil digestão. De fato mexe com o nosso cartão postal. Já faz um ano que divulgamos a idéia para avaliar a receptividade. Para alguns, a idéia foi boa. Para outras, não”, reconhece a secretária.

Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticas.”

Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.

“Ele estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazermos uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que terá um custo maior.”

Também pode-se viabilizar uma outra tubulação do Vitória Régia até o rio Bauru, calha de escoamento das águas pluviais da cidade. “Particularmente sou contra porque essa solução acabará inundando o rio Bauru.”

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