As placas de identificação nas ruas são fator determinante na qualidade dos serviços prestados pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Sem informações sobre os logradouros públicos, principalmente no que se refere ao Código de Endereçamento Postal (CEP), o trabalho de confronto com os dados existentes nas correspondências fica prejudicado, gerando atrasos na entrega, quando não a devolução ao remetente.
Em Bauru, o problema é bastante comum nos bairros recém-formados, onde a sinalização é precária ou inexistente e os moradores são ainda desconhecidos dos carteiros. Por sinal, o fato de os funcionários dos Correios conhecerem os destinatários é o que garante a entrega e o recebimento corretos.
Entre 2000 e 2001, a direção regional da ECT constatou que sete bairros, entre núcleos e residenciais, estão sem o emplacamento padrão previsto por lei. São eles o Nova Bauru, Nova Flórida, Jardim Silvestre, Bauru 2000, Bauru 1, Residencial Lago Sul e Joaquim Guilherme, num total de 136 ruas e 3.250 moradias.
De acordo com os Correios, a Lei 3.370/91 estabelece a confecção de placas indicando o nome das ruas e seus respectivos CEPs, providência que deve ser tomada pelo Executivo Municipal sem quaisquer custos para a ECT.
Na época em que a lei foi aprovada, um projeto de adequação foi criado para viabilizar a instalação de 150 mil placas, mas somente um terço desse total foi afixado. Em Bauru, apenas os postinhos da área central atendem às especificações legais.
Enquanto aguardam regularização - a previsão da Prefeitura de Bauru é acertar tudo até 2008 -, os carteiros se valem do conhecimento cotidiano para driblar a falta de identificadores. Como a permanência média dos funcionários titulares é de cinco anos em cada setor, entregar as correspondências nos endereços certos fica fácil mesmo quando as placas não existem.