Apesar da ajuda da PM na segurança dos alunos e do anúncio da instalação de câmeras de monitoramento nas escolas, pessoas ligadas aos conselhos comunitários de segurança (Consegs) e a escolas de Bauru acreditam que trazer as famílias dos alunos para junto dos professores e diretores seria um grande passo para diminuir a criminalidade nas escolas.
Para Sílvio Luís Arruda, membro da Associação de Pais e Mestres (APM) da escola Ada Cariani, localizada no Mary Dota a ocorrência de pequenas violências em grande quantidade pode ser o início de uma situação ainda mais complicada.
Para evitar que o problema se agrave, a escola está preparando um encontro durante a primeira semana de junho, com o objetivo de discutir cidadania e questões legais sobre a delinqüência nas escolas.
O encontro terá a participação de pais, alunos, professores, diretores e advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além disso, a semana irá coincidir com o Dia da Família na Escola, 4 de junho.
Para Arruda, que tem dois filhos estudando na Ada Cariani, o policiamento ameniza o problema, mas não chega à raiz, que seria a estipulação - e o cumprimento - de normas mais rígidas para os alunos e discussões que levantassem a auto-estima dos jovens. Tudo isso com a participação das famílias e o cuidado para que as iniciativas fossem colocadas em prática.
Participação da família na escola é também uma solução apresentada por Júlia Rapanelli Pinho, presidente do Conseg Noroeste/Oeste, que ela tenta pôr em ação nas reuniões de mães de alunos com o Conselho. “Não é só reprimir; é preciso buscar alternativas dentro da família para recuperar essa criança, se não nós teremos um adulto perdidoâ€, aponta.