Cultura

Sérgio Reis: sertanejo de atitude

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto grandes nomes da música caipira debandam para o gênero romântico, Sérgio Reis mantém-se fiel ao estilo interiorano. A atitude de não virar a casaca é um dos motivos que fazem o cantor ser adorado por seus fãs.

Amanhã, no Águas Quentes de Piratininga, ele está de volta à região para mais uma apresentação. No repertório, não vão faltar sucessos para o público cantar junto, entre eles músicas do seu álbum mais recente, “Nossas Canções”, com temas imortalizadas na voz de Roberto Carlos.

Desde que despontou na Jovem Guarda, com a música “Coração de Papel”, em 1967, Reis cativa o público com seu carisma e o vozeirão característico. Por ter abraçado o universo sertanejo como poucos e se mantido fiel ao gênero tornou-se referência em todo mundo.

Em 2000, concorrendo com Zezé di Camargo & Luciano, Roberta Miranda e Leonardo, venceu o Grammy Latino na categoria melhor álbum de música sertaneja, com o disco “Sérgio Reis e Convidados”.

Em entrevista a reportagem do Jornal da Cidade, o cantor revelou que sua próxima empreita será um disco acústico.

Mas quem imagina um álbum com arranjos mirabolantes e naipe de cordas e sopros engana-se.

No próximo projeto, Sérgio Reis pretende investir na simplicidade, tocando com os filhos e ressaltando a sanfona e a viola, instrumentos que antigos ídolos sertanejos trocaram pelo teclado e a guitarra.

Apesar de enfatizar que não é contra ninguém, o cantor classifica os ex-sertanejos como “pop romântico cantado em dueto”.

“As gravadoras não querem investir no sertanejo puro. O mercado está fraco para sertanejo. No Interior, ainda se curte bastante porque as rádios tocam, mas você não tem um programa de televisão específico, só o da Inezita Barroso”, argumenta.

Segundo ele, os violeiros não conseguem mais espaço nem mesmo nos rodeios. “Perderam a tradição. Os presidentes de feira, os sindicatos rurais, eles tem que seguir a moda, não adianta, porque se eles não fizerem isso não dá bilheteria. Então, quem fica por último é o sertanejo”, conforma-se.

Para o show de Bauru, Sérgio Reis promete muita empolgação. “Vou cantar tudo, vai ser uma farra danada. Vou matar a saudade daí”, adianta.

E sempre bem-humorado, aproveita para brincar: “Diz que tem umas moças bonitas aí, não é? Mas tem uns homens feios que dá até dó”.

Serviço

Sérgio Reis, amanhã, 22h, no Águas Quentes de Piratininga. Apoio: 96 FM e Jornal da Cidade. Após o show, bailão com André & Mateus e banda Alô meu Povo! Rodovia Elias Miguel Maluf, km 1. Informações e reservas de camarotes: (14) 265-1411.

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