Neste País de índole visceralmente pacífica, remanso inquestionável de homens que fazem greve sem ter o espírito bélico remoendo as entranhas de suas cabeças, nação, enfim, que briga sem se machucar e, então, briga sem brigar, está sendo ensaiada, finalmente, uma grande guerra... Guerra aberta contra a má aplicação da receita pública nos meandros das administrações direta e indireta. É, pelo menos, o que estão prometendo e reafirmando os diversos candidatos à presidência e vice-presidência da República dos Estados Unidos do Brasil, entre os quais todos divisam, encantados, a belíssima Rita Camata, que o nosso venturoso xará José Serra já teve o prazer de beijar e ser beijado como sua simpática vice... Estão todos gritando em sua campanha, País afora, que não permitirão que seus mandatos venham a ser arranhados pelo grande e sempre disfarçado inimigo da economia nacional, como o são as distorções, datadas de muito tempo, existentes na destinação dada pelos órgãos das administrações públicas às fabulosas verbas que lhes são consignadas em orçamentos com finalidades claramente específicas.
Por notoriamente pertinente, perguntar-se-ia: num regime de responsabilidades bem definidas, como imperiosamente têm de ser todos os governos das variadas órbitas, poderia haver problema dessa natureza, manietando ministros, secretários, autarquias e empresas estatais dos múltiplos tipos administrativos? Se o comando dos serviços públicos em geral é tido e havido como função de absoluta confiança da Nação, que tipo de confiança é essa que não se sustenta de pé ou em seus calcanhares? Há que se convir que, quem não esteja plenamente à altura de uma tal responsabilidade não poderia permanecer em sua estatura, até para não ser um fiscal necessitado de fiscalização. Fiscalização, por sinal, bastante onerosa e que, por isso mesmo, resulta sempre em que este Brasil, tão grande e amado como se diz, não economize coisíssima nenhuma. Então é de esperar-se que quem venha a pegar o remo do País movimente-o honestamente para o bem de todos e felicidade geral da Nação. Que depois da caça às distorções e distorcedores tudo não fique do mesmo tamanho e, portanto, sem a economia colimada... É a nossa opinião! (O autor, N.Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).
Confessamo-nos imensamente sensibilizados com as bondosas referências com que fomos distinguidos pelo professor Rodolpho Pereira Lima, em carta que nos enviou comentanto os elogios - merecidos - que fizemos à importante classe do professorado em nosso artigo “Medindo o tamanho do ensinoâ€. Muito obrigado, prezado amigo!