Regional

Lençóis investiga 1º caso de seqüestro

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - Um estudante de 17 anos foi libertado de seu cativeiro na tarde de anteontem, em Avaré, após pagamento de resgate. Ele havia sido seqüestrado na noite de terça-feira, dia 21, na região central de Lençóis Paulista.

Segundo Luiz Cláudio Massa, delegado titular da cidade, a polícia só foi informada do seqüestro após a libertação do jovem, atitude que ele “respeita, mas critica”. A polícia não divulgou o valor do resgate pago, mas informações extra-oficiais apontam para R$ 300 mil.

O delegado Massa relata que o jovem - cujo nome não foi divulgado - voltava a Lençóis Paulista na noite do dia 21, após a aula em Bauru, onde ele faz o ensino médio. De acordo com o depoimento do rapaz, após desembarcar do ônibus de estudantes numa rua do Centro da cidade, um homem dirigindo um Corsa preto o abordou pedindo informações sobre um endereço.

Quando o jovem chegou perto do carro, o homem teria lhe apontado um revólver e o obrigado a entrar no veículo. Dentro do carro, um outro seqüestrador estava deitado no banco traseiro, encapuzado. O rapaz teria sido então amarrado e colocado no porta-malas.

De acordo com Massa, o estudante contou à polícia que acredita ter rodado com os seqüestradores por uma hora e meia, na maior parte por rodovias. O cativeiro seria na zona urbana de Avaré, onde, segundo o rapaz, ele teria ficado preso em um quarto, desamarrado. Mais de cinco pessoas teriam participado do seqüestro.

Resgate

Após contato com os seqüestradores, o pai do estudante, que é dono de um mercado na cidade, teria deixado o dinheiro do resgate num trevo da rodovia Marechal Rondon, próximo a um pesqueiro de Agudos, às 14h de anteontem. Duas horas depois, o pai buscou o jovem na entrada de Avaré. Segundo a polícia, a vítima não teria sido agredida.

Até a noite de ontem, a Polícia Civil já tinha um suspeito do crime - um procurado por assalto - e continuava as investigações com a ajuda da Delegacia Anti-Seqüestro de Bauru. De acordo com a polícia, há contradições nos depoimentos que ainda estão sendo investigados.

Comentários

Comentários