A Legião Feminina de Bauru comemorou anteontem, com uma cerimônia em sua sede, 30 anos de existência. A entidade tem um importante papel social de capacitação de meninas carentes para o mercado de trabalho.
Pelo menos 5.000 adolescentes entre 14 e 17 anos já foram beneficiadas pela Legião Feminina, segundo afirma a presidente da instituição, Norma Suely Chermont de Carvalho.
Um programa da entidade oferece cursos de quatro meses para as meninas, que são selecionadas pela renda familiar e devem comprovar que estejam estudando.
As aprendizes, como são chamadas, recebem um salário mínimo para trabalhar. “O objetivo é fazer com que elas se profissionalizem e conquistem a cidadaniaâ€, explica a presidente.
De acordo com Norma, a entidade foi fundada pelas unidades do Lions Clube Norte e Sul. Ela conta que até hoje a Legião Feminina recebe apoio logístico e subsídios do Lions.
Diversas autoridades estiveram presentes na comemoração dos 30 anos da entidade. Entre elas, o prefeito de Bauru, Nilson Costa (PPS), a presidente do Lions Norte, Débora Janson, e a presidente do Lions Sul, Laura Kirita Gonzalez. A noite também teve a presença do Coral Dante Alighieri, regido pelo maestrina Hilda Campos.
Anteontem, a presidente da Legião Feminina inaugurou um consultório odontológico para atender às meninas da entidade. Norma comentou que, no próximo semestre, mais 150 pessoas vão receber o treinamento.
“A procura tem sido alta. Este ano, tínhamos 1.000 inscritas e 300 foram selecionadas. A procura é o tripo da ofertaâ€, constatou. Este ano, 150 meninas já passaram pelo curso.
Depois da capacitação, elas passam a trabalhar na área que melhor se adaptam, que pode ser, por exemplo, escritórios e consultórios.
“Temos meninas que passaram pela Legião Feminina e hoje são gerentes de lojas, psicólogas, entre outras profissões. Muitas se deram bem na vida. Se elas não tivessem tido esta oportunidade, dificilmente conseguiriam entrar no mercado de trabalhoâ€, comentou Norma.
De acordo com a presidente, o salário recebido pelas meninas é pago com a contribuição de empresários, que pagam uma taxa mensal. As meninas, no entanto, são registradas pela entidade.