Somente nesta cidade, algumas centenas de pessoas são obrigadas a viverem e conviverem com este drama, até interminável, por força das circunstâncias. Muitas mesmo não sabem como poderão sair da situação de humilhação em que se encontram.
Geralmente é por causa do dinheiro, às vezes muito, como tem sido o caso vergonhoso do nosso Rubinho (Rubens Barrichello), e tantos outros que desconhecemos. Mas também há uma enorme gama de pessoas que por míseros reais, pelo pão diário e o leite dos filhos se submete sumariamente a caprichos vexatórios de seus superiores. Existem os casos dos abusos autoritários praticados por esses quando têm sob o seu poderio pessoas que pouco podem lhes resistir, como os casos de pedofilias e dos demais casos crassos de abusos sexuais praticados contra meninos, meninas e demais adultos sob sua custódia e autoridade. Fatos como esses ocorrem há muito tempo e são por demais corriqueiros, acontecendo nos meios tidos como os mais sérios e tradicionais de nossa sociedade.
Muitos doentes, em sua situação de pacientes, são forçados a passar por momentos aflitivos e depreciativos em face aos maus modos e arbitrariedades de profissionais que poderiam lhes oferecer um melhor tratamento. Lamentavelmente, tais fatos nefastos e insólitos têm se registrado, além da iniciativa privada, também nos órgãos públicos, em que cada responsável julga-se verdadeiro dono (proprietário) de sua repartição. Contando esses, sempre com a retaguarda do chamado corporativismo clássico.
Por fim, temos o que tem sido o mais comum, ocorrendo normalmente com boa parcela de trabalhadores, que se submete dia-a-dia em lamentáveis condições de trabalho, de depreciação moral, psicológica, de família, religião e tudo mais, por causa da necessidade sua, do serviço e do emprego.
Dentre todos esses infelizes, vítimas circunstanciais, existem os que já se acostumaram a tudo isso. Principalmente nos casos de abusos sexuais, como pedofilia, assédio masculino ou feminino e homossexual. Esses, com o passar do tempo e após todas as vergonhas, angústias e os tormentos de não verem saída, acabaram se conformando com a situação, tornando-se assim contumazes e viciados; muitos agora, passaram a se orgulhar e vangloriar pela intimidade que passaram a ter com os seus superiores, nas repartições. Verdadeiramente pouco ou nada se pode fazer. Se a situação é exclusiva, você está irremediavelmente complicado. Mesmo à vista de todas as violações pessoais e psicológicas. Existe uma expressão chula que denomina exatamente toda a perspectiva em que se encontra e ainda mal pago, infelizmente. (Carlos Roberto dos Santos - RG: 4.368.109-8)