Tribuna do Leitor

Respeito ao consumidor


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O consumidor deve ficar sempre alerta, pois há sempre espertalhões querendo tirar vantagem dos incautos. No dia 17 de maio, ao abastecer o meu carro particular, fui surpreendido pelo frentista dizendo que eu teria de pagar um preço diferente ao anunciado nas tabuletas de preço, afixadas em letras garrafais, para as vendas à vista, simplesmente porque eu disse que pagaria com cartão de crédito.

Como é do conhecimento geral - amplamente divulgado pela mídia -, o preço das mercadorias nas vendas a cartão de crédito têm de ser o mesmo que nas vendas à vista. Recusei-me a pagar o preço mais alto e ameacei chamar a polícia. O frentista recuou, dizendo que cobraria o preço das tabuletas, mas protestou, afirmando que teria de acertar a diferença com seus próprios recursos com o proprietário do posto. Não me comovi com o argumento, paguei a minha conta normalmente e alertei-o que escreveria ao Jornal da Cidade sobre o ocorrido, já que estava exercendo plenamente os meus direitos, baseados em legislação vigente no País. Admito a hipótese de que o posto cobre um preço maior quando da venda a crédito, mas isto tem de estar perfeitamente claro nas tabuletas de preço, para que o cidadão tenha a opção de decidir aquilo que melhor lhe convenha. O que não pode é ser surpreendido com uma cobrança ilegal.

Por conseguinte, venho a este jornal oferecer a minha contribuição aos cidadãos desta cidade, para que se previnam contra procedimentos ilegais de maus comerciantes e, por oportuno, lembrar aos órgãos de defesa da cidadania e do consumidor que façam a sua parte e coíbam a prática desses crimes contra a economia popular. (José Ricardo Siqueira Silva - RG 014226321-9)

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