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Católicos se unem contra a miséria

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Milhares de pessoas assistiram à missa de Corpus Christi celebrada na frente da igreja da Paróquia de Santa Terezinha, no centro de Bauru, pelo bispo da Diocese de Bauru, dom Luiz Antônio Guedes, na tarde de ontem.

O Corpus Christi, é uma das mais importantes festas para os católicos, a celebração da Santíssima Eucaristia. Este ano, a cerimônia também serviu para que a Igreja apresentasse aos fiéis, o Mutirão Nacional para a Superação da Miséria e da Fome, uma campanha proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Depois da missa, que contou com a presença dos padres de todas as paróquias da cidade, a celebração tomou as ruas do centro da cidade. O bispo, os padres e os fiéis, caminharam em procissão até a Catedral do Divino Espírito Santo, onde foi realizada uma bênção final.

Mutirão

Durante a homilia, o bispo diocesano de Bauru convocou os católicos a lutarem contra a miséria e a fome no Brasil no mutirão “sem data para acabar”, proposto pela CNBB. “Temos que nos unir e também nos aproximarmos de outras forças, religiosas, cristãs, evangélicas, para juntos buscarmos de fato a superação da fome”, disse dom Luiz.

Em seu sermão o bispo, afirmou que o problema da fome no País não é uma questão de falta de alimento ou de meios de distribuição, mas sim, de desigualdade de renda das famílias. Por isso o alvo inicial do mutirão da CNBB é a fome, mas não só ela. â€œÉ preciso que nós todos nos empenhemos para organizar a sociedade de tal modo que seja dado ao povo, o acesso ao trabalho, ao emprego, à educação”, afirmou o bispo.

Segundo dom Luiz, uma comissão vai ser formada pela Diocese de Bauru para coordenar o mutirão na cidade e na região, que deve ser assumido pela equipe diocesana, paróquias e a comunidade.

Cobertores

As oito quadras que separam as duas igrejas foram decoradas com cobertores doados pela comunidade. Não tão elaborada como a das ruas de outras cidades nessa data, a decoração em Bauru primou pela simplicidade e pela criatividade no uso dos cobertores, que deram um colorido alegre às ruas do centro da cidade.

Apesar de estarem no chão, a procissão não causou nenhum dano aos cobertores porque apenas o bispo e os padres passaram por eles. Os fiéis, acompanharam pelas laterais das ruas decoradas.

Antes dos cobertores, as ruas eram enfeitadas com bagaço de cana tingido que, além do alto preço de custo, sujava a cidade.

A coordenação da procissão estima que mais de 2 mil cobertores tenham sido arrecadados nas 25 paróquias da cidade desde o começo do mês. Todos eles serão doados para pessoas carentes da mesma maneira como é realizada a campanha do agasalho todos os anos.

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