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A Copa da emoção e a eleição da razão


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Dois assuntos irão tomar conta do Brasil nos próximos meses. Por ordem cronológica, primeiro a Copa do Mundo de Futebol, depois as eleições em que serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

O futebol faz parte de nossa cultura, do jeito de ser de cada uma das pessoas que formam este cordial povo brasileiro. Está no imaginário do brasileiro porque mexe com os seus sonhos. Por isso, quando a bola começar a rolar nesta sexta-feira, haverá uma natural mobilização em torno da Seleção Brasileira. Será uma oportunidade de extravasar, gritar, vibrar, chorar e pular. Vamos viver juntos o sonho do penta e exercitar coletivamente o espírito pátrio. Será hora de sermos menos razão e mais paixão.

Todavia, logo após a Copa do Mundo, daremos início ao processo eleitoral e aí será a vez da razão entrar em campo, pois estaremos exercendo um dos direitos mais importantes para a democracia : o voto. Através dele, vamos decidir os destinos do Brasil. Será uma responsabilidade enorme. Por isso, ao contrário da Copa do Mundo, não devemos nos levar apenas pela emoção, mas analisar outros aspectos para ajudar em nossas decisões.

Devemos procurar conhecer, por exemplo, a biografia do candidato, a sua matriz ideológica, os grupos ou pessoas que o acompanham, se tem experiência, se é coerente com as lutas do passado, se tem projetos claros para o País, tradição democrática e compromisso com o programa do partido ao qual pertence. Tais critérios são indispensáveis para quem quiser assumir o País e continuar garantindo estabilidade político-institucional e desenvolvimento econômico com justiça social.

Agora, porém, é hora de acreditarmos na conquista do pentacampeonato mundial pelo Brasil. É hora do futebol, essa paixão nacional que contagia e une 170 milhões de pessoas. (O autor, Pedro Tobias, é deputado estadual pelo PSDB)

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