Lençóis Paulista - O advogado do comerciante Gélson Rodrigues, Joaquim Paulo Campos, disse que não classifica o caso de seu cliente como falsa comunicação de crime. Ele afirma que, de fato, Rodrigues devia mais de R$ 300 mil a um agiota, que “quis cobrar na marraâ€.
“Eu entendo que houve exercício arbitrário das próprias razões, ou seja, o credor tinha o direito de receber o dinheiro e, em vez de entrar na Justiça, fez isso (levou o filho do comerciante para pressioná-lo)â€, sustenta.
O advogado afirma que foi a polícia quem procurou Rodrigues para ouvir os depoimentos, quando a situação já estaria resolvida. “Em momento algum ele foi à delegacia dar parte à políciaâ€, diz.
Segundo Campos, a dívida inicial do comerciante com o agiota seria de R$ 230 mil, mas acabou chegando a R$ 312 mil. Rodrigues teria pedido o dinheiro emprestado porque queria ampliar um de seus mercados. Ainda de acordo com o advogado, parte do dinheiro para pagar o agiota foi levantada com amigos e com um empréstimo em banco. “A maior parte ele tinhaâ€, afirma.
Quanto aos pedidos de arresto de bens, o advogado sustenta que seu cliente está sofrendo “certa pressãoâ€, mas garante que este problema será resolvido em breve.