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Automobilismo - Daré quer acabar com tabu no oval do Texas

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Se tem uma pista que agrada o brasileiro Aírton Daré no calendário da Indy Racing League, é o oval do Texas. Com 1,5 milha de extensão, curvas com inclinação de 24 graus, ela proporciona disputas mais próximas. É nela que foram registrados alguns recordes da categoria, como a menor diferença entre vencedor e segundo colocado, estabelecida em 2001, quando Sam Hornish Jr. bateu Scott Sharp por apenas 0s018.

No entanto, apesar de ter andado bem nas quatro corridas que disputou no Texas, Daré nunca passou do sétimo lugar. Amanhã à noite, ele quer dar fim a este tabu. Embalado pelo bom desempenho de seu Dallara/Chevrolet nas 500 Milhas de Indianapolis, o piloto de Bauru recebeu da equipe AJ Foyt Racing a promessa de um empenho ainda maior nos treinos e na corrida.

No Texas, o resultado é quase sempre definido pela potência dos motores e pela estratégia dos abastecimentos. “Em Indianapolis, a gente pode relaxar nas retas; no Texas, se anda sempre embolado com os adversários. Você está sempre seguindo alguém de perto, está sendo seguido de perto e tem um ou dois carros do lado. O desafio é o trânsito. Quando alguém bate, é comum vários outros carros serem envolvidos”, adverte Daré.

Mesmo afirmando que a posição de largada não tem maior influência no resultado final, o piloto de Bauru acredita que vai ficar entre os 10 primeiros do grid. “Como o Foyt achou desnecessário usar o motor de classificação em Indianapolis, posso usá-lo agora. A diferença deve ser boa”, informa Daré, que nunca teve um motor especial para as provas que definem o grid.

Outra boa notícia é que Foyt, o ex-piloto mais cultuado do automobilismo norte-americano, tem feito promessas de melhora ao brasileiro. “Desde Indianapolis ele vem falando que no ano que vem as coisas vão melhorar. Deve estar se sentindo culpado”, analisa Daré.

Nas 500 Milhas, ele teve de forçar muito no começo para se recuperar da 30ª posição de largada e precisou reabastecer e trocar pneus muito cedo. Como seu companheiro de equipe Greg Ray sofreu um acidente logo que Daré saiu dos boxes, os outros pararam sob bandeira amarela e o piloto de Bauru ficou uma volta atrasado.

Isso o relegou ao 13º lugar no fim de uma corrida em que manteve, na pista, um ritmo que o levaria, em condições normais, a uma colocação entre os seis primeiros. “Isso só aconteceu porque o Foyt não nos deixou usar os melhores motores e tirar inclinação do aerofólio na classificação”, lembra ele.

“Eu e o Ray tivemos de forçar muito no início e o Ray acabou batendo. Se tivéssemos iniciado a corrida no ritmo normal, eu teria parado junto com os outros e não teria perdido aquela volta. Mas o Foyt sabe disso muito bem. A parte boa é que ele está falando no ano que vem, o que me deixa mais tranqüilo porque tenho emprego garantido”, finalizou Daré.

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