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Inativos da PM temem prejuízos previdenciários


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A Associação dos Policiais Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e Pensionistas de São Paulo (Aipomesp) trouxe ontem para Bauru uma palestra para discutir os prejuízos previdenciários que podem ocorrer a partir da possível unificação das polícias Militar e Civil. O evento foi realizado na Câmara Municipal, mas o horário simultâneo ao jogo da Seleção - 9h30 - não atraiu grande público.

O debate foi presidido pelo presidente e fundador da Aipomesp, capitão Gesofato Vernin. Embora a favor da unificação - ele acredita que a qualidade dos serviços vai melhorar bastante -, Vernin teme que o processo despeje os inativos da PM na “vala comum” no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

“Nossa previdência é regida pela Caixa Beneficente da Polícia Militar e isso garante aos inativos os mesmos direitos de quem está na ativa. Se não houver um trabalho político em torno dessa mudança, cairemos no INSS”, conjeturou.

Vernin referiu-se principalmente à questão financeira, uma vez que, na previdência pública, os aposentados podem receber menos do que ganhavam quando estavam trabalhando. “Vivemos durante 30 anos correndo riscos, sem horário certo para estar em casa. Não podemos ter o mesmo tratamento”, defendeu.

Os policiais militares contribuem mensalmente com a caixa beneficente da corporação e com a Cruz Azul, prestadora da assistência médica aos militares. Para cada uma, os policiais recolhem o equivalente a um dia de salário.

No encontro de ontem, o capitão também falou sobre o empenho da Aipomesp em defender a integralidade das pensões pagas às viúvas e dependentes dos policiais falecidos. O assunto vem gerando polêmica desde 1988, quando a Constituição Federal previu que o valor das pensões deveria ser igual ao dos salários. Até então, a prática sempre foi pagar as pensões na ordem de 75%.

De acordo com Vernin, 50% das 27 mil pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar de São Paulo já ganharam na Justiça o direito à integralidade. No entanto, ninguém ainda recebeu os valores relativos à diferença acumulada dos 25%. “Estamos pressionando o Estado, mas até agora não obtivemos liberação para o pagamento desses precatórios”, informou.

Aproveitando a estada em Bauru, Vernin deu posse aos novos membros da diretoria local da entidade. No quatriênio 2002/2006, a regional terá João Ribeiro da Silva como presidente, Osvaldo Ferreira como secretário/tesoureiro, Antônio Luiz de Gonzaga Lima como diretor jurídico e Geralda Silva Pereira Machado como diretora de Relações Públicas.

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