Política

Sinserm protesta contra ato do prefeito

Da Redação
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O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) está tentando sensibilizar a opinião popular contra a reação do prefeito Nilson Costa (PPS) à greve de um dia organizada em abril pela entidade. Com um abaixo-assinado, que começou a colher apoio ontem, durante um ato de repúdio no Calçadão da Batista, o Sinserm pretende reforçar a estratégia de fazer o chefe do Executivo voltar atrás na decisão.

Esta semana, também por meio do abaixo-assinado, o sindicato buscará apoio de pais de alunos, uma vez que os profissionais da rede municipal de ensino teriam sido os mais prejudicados. Dos 600 servidores que aderiram ao movimento, apenas 265 tiveram o ponto cortado, ou seja, desconto na folha de pagamento, e o registro de falta injustificada. A maioria destes, segundo a entidade, é vinculada à Secretaria da Educação.

De acordo com o Sinserm, os que ficaram livres das punições conseguiram abonar a falta com um suposto apoio da própria administração. “A maioria foi orientada a abonar, mas o pessoal da educação não conseguiu o mesmo tratamento, talvez por ter sido o setor que mais aderiu à greve”, acusou Sônia Carvalho, diretora da entidade.

Além do ato de cunho político realizado ontem, a categoria também decidiu reclamar judicialmente o direito de greve. O advogado do Sinserm, Sandro Fernandes, informou que já está preparando um mandado de segurança para obter o direito de greve, o que, por conseqüência, poderia reverter a postura do prefeito.

“A greve é um direito constitucional do servidor público, desde que tudo seja feito dentro da lei. Cumprimos todo o protocolo: chamamos assembléia, publicamos edital, encaminhamos ofício avisando a paralisação com três dias de antecedência e comunicamos a população. Além disso, a greve não foi julgada pela Justiça, o que não dá ao prefeito o direito de considerá-la ilegal por si mesmo”, argumentou Fernandes.

“O máximo que poderiam ter feito seria registrar a falta como justificada e descontar o dia não trabalhado, nunca essa arbitrariedade. É mais um episódio de desrespeito com o servidor”, emendou Sônia.

A paralisação que gerou toda essa polêmica ocorreu no dia 25 de abril e teve como principal motivação a não-concessão dos 11% de aumento salarial reivindicados. A categoria recebeu 7%.

Dia de protesto

Representantes do PC do B também realizaram um protesto ontem, no Calçadão. A manifestação foi contra a entrada do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

Na opinião dos comunistas, a participação brasileira no bloco só irá aumentar a exploração do povo, a dependência em relação aos Estados Unidos e os riscos de o País perder empresas, mercado agrícola e mais postos de trabalho.

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