O Tilibra-Copimax deu um passo importante na luta pelo título do Campeonato Nacional de Basquete Masculino, ao vencer a Uniara por 87 a 72, em Araraquara, na primeira partida do playoff decisivo da competição.
Como o campeão será o time que vencer três dos cinco jogos previstos, a equipe de Bauru abriu uma vantagem considerável, já que pode fazer três dos posíveis quatro jogos restantes em casa. E, atuando na Panela de Pressão, o Tilibra sofreu apenas uma derrota em todo o campeonato. Além disso, o Tilibra venceu a Uniara nas três vezes em que se enfrentaram neste Nacional.
Apesar de todo este retrospecto e do momento favorável, o técnico do time de Bauru, Jorge Guerra, o Guerrinha, não quer saber de falar em título. "Sou uma pessoa racional, tenho os pés no chão. Ainda faltam duas vitórias para conquistarmos algo. Antes do jogo de Araraquara faltavam três, hoje faltam duas para nós e três para eles. Não ganhamos nada", afirma o técnico.
Para evitar que os jogadores caiam num possível clima de "já ganhou", Guerrinha pediu à psicóloga Fátima Fracon, especialista em psicologia esportiva, que desenvolvesse algum trabalho junto aos jogadores para dissipar um possível excesso de otimismo. "Por coincidência ela tem um material, um vídeo de quinze minutos, sobre uma equipe que vivia uma situação privilegiada, ‘já liqüidada’, e acabou sendo derrotada", revelou Guerra.
A equipe não treinou ontem. Os titulares fizeram um trabalho de recuperação física e os jogadores que ficaram menos tempo em quadra no jogo de domingo ensaiaram arremessos. A "sessão psicológica" aconteceria no final da tarde de ontem.
"Num campeonato como esse, temos que trabalhar muito o lado psicológico. Há momentos que precisamos levantar a auto-estima do atleta, como quando perdemos de 25 pontos para o COC em Ribeirão. Há outros em que precisamos ‘ abaixar a bola’, não deixar a euforia tomar conta", explicou o treinador.
Como sempre, Guerrinha acha que a esta altura do campeonato, não dá mais tempo de fazer mudanças táticas na equipe. No entanto, apesar da boa vitória de domingo, para ele ainda existem detalhes a serem acertados.
"A partir de amanhã (hoje) faremos treinos mais pesados. Ainda existem correçõesa serem feitas. Eles (Uniara) têm um jogo ofensivo muito forte. Nós temos de cuidar mais do arremeso de três, no jogo de domingo eles tiveram um aproveitamento baixo, mas se acertarem, pode complicar. As infiltrações também são perigosas e eles ainda têm um rebote bom", detalhou.
O antítodo para o ímpeto ofensivo da Uniara, segundo Guerrinha, é o Tilibra impor o ritmo de jogo. "Se sairmos na loucura, eles podem surpreender e têm potencial para isso", lembrou o treinador.
O público no Nacional
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) divulgou ontem a média de público do Campeonato Nacional 2002. Os 297 jogos do torneio foram assistidos por 496.112 pessoas, o que representa uma média de 1.670 pessoas por partida, .
O recorde de público pertence ao jogo Uniara 106 x 103 Flamengo, válido pela 15ª rodada do returno, com 10.308 pessoas, no ginásio Gigantão, em Araraquara. Também é do Gigantão a melhor média de público da competição: 6.124 pessoas e um total de 128.613, em 21 jogos.
O ginásio Moringão, em Londrina, está em segundo lugar, com a média de 2.584 (43.931 em 17 partidas). O ginásio do Uberlândia aparece na terceira colocação, com a média de 2.522 (45.396 em 18 jogos).