Polícia

Celular renova o 'conto do bilhete'

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O velho e conhecido conto do bilhete premiado, que fez várias vítimas em Bauru, agora é aplicado com uma inovação: o telefone celular. Ontem, uma mulher foi enganada por um casal de desconhecidos, que levou R$ 10 mil da vítima após colocá-la em contato, através do celular, com uma pessoa que disse ser funcionária da Caixa Econômica Federal (CEF) e confirmou que o bilhete era premiado.

O delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), acredita que esse tenha sido o primeiro caso em Bauru em que o golpista usou o telefone celular para ajudar a convencer a vítima a entregar dinheiro. Ele alerta a população a desconfiar de toda proposta que vislumbre lucro ou dinheiro fácil.

A vítima, a dona de casa Leonice Aparecida Braz de Antônio, 60 anos, foi abordada por uma mulher morena clara, aparentando 30 anos, quando seguia para o mercado, na quadra 11 da rua Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor. A mulher contou à idosa que tinha um bilhete premiado e não sabia como trocá-lo.

Quando as duas conversavam, na rua, surgiu um homem moreno claro, aparentando 30 anos, que ofereceu ajuda. Ele disse que sabia como receber o prêmio e usou seu celular para telefonar, supostamente, para a CEF. Ele colocou a idosa para falar com o interlocutor, que confirmou que o bilhete em questão era realmente premiado.

A mulher pediu à vítima uma garantia para deixar o bilhete premiado com ela. Convencida da existência do prêmio, a idosa solicitou um táxi e junto com o casal foi até uma agência bancária, onde retirou R$ 10 mil. Novamente de táxi, a vítima e o casal retornaram para o Jardim Redentor, onde a negociação seria concluída.

Aos olhos da vítima, o homem acondicionou o dinheiro em uma bolsa, que ficou sob sua guarda. Porém, quando o casal deixou o local, a vítima percebeu que havia ficado com uma bolsa vazia - a bolsa foi trocada por outra sem que ela percebesse. Para que a vítima demorasse a descobrir que havia sido ludibriada, os golpistas puseram cola no zíper da bolsa.

Ao abrir a bolsa finalmente, a vítima encontrou talões de papel e percebeu que havia caído em um golpe. No início do ano, a polícia registrou vários contos do bilhete, principalmente na área central da cidade. “Mas nos últimos dois meses não tínhamos mais registros”, conta Cardia.

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