Regional

Bebês de Agudos terão teste de surdez

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Entrou em vigor nesta semana lei de autoria do vereador Paulo José Condi Garcia (PSDB) que torna obrigatório o exame de emissões otoacústicas evocadas (EOA), mais conhecido como “teste da orelhinha”, em recém-nascidos. A partir de agora, todos os três centros de saúde de Agudos precisarão se equipar para prestar esse serviço à população. A iniciativa visa diagnosticar o mais breve possível qualquer problema de surdez em bebês.

Segundo determina a lei, o exame deve ser feito a partir de 48 horas do nascimento da criança até uma semana de vida. Caso haja determinação médica, o teste poderá ser feito em outra data.

A lei estipulou ainda um prazo de seis meses para que os centros médicos da cidade se equipem com a aparelhagem necessária para a realização do exame.

Caso os equipamentos não sejam adquiridos no prazo determinado, o prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) será obrigado a alugar os equipamentos até que o processo licitatório seja concluído.

De acordo com o vereador Paulo Condi, autor da lei, os aparelhos custam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, dependendo do tipo que é encontrado hoje no mercado: analógico ou digital.

Segundo o vereador e médico Salmir Salmen (PDT), presidente da Comissão de Saúde da câmara, não há dado estatístico sobre a ocorrência de surdez em recém-nascidos, em Agudos. No entanto, ele ressaltou a importância da lei, pois obriga a prefeitura a se equipar para combater o problema.

Em sua justificativa, para a apresentação do projeto de lei, o vereador Paulo Condi sustentou que, geralmente, o diagnóstico da perda auditiva só é detectada quatro anos após o nascimento, aproximadamente.

De acordo com ele, a descoberta tardia da deficiência pode comprometer o desenvolvimento da linguagem na criança. Na opinião dele, isso pode criar dificuldades de comunicação na criança.

“Sabemos que a audição é o sentido que viabiliza o desenvolvimento da linguagem oral. Então, a criança surda está privada deste fator primordial para seu desenvolvimento. Isso causa sérios transtornos nos âmbitos social, afetivo, físico e psicológico da criança”, argumentou o vereador.

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