Regional

Polícia intensifica ação e apreende mais

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Gilberto da Silva Pacheco, delegado-chefe da Polícia Federal de Marília, afirma que a intensificação do trabalho da polícia vem facilitando o aumento das apreensões na região que, neste ano, já passou de 2,6 toneladas de maconha. De acordo com ele, a instalação de outras delegacias da Polícia Federal, como a de Marília, também facilitou o trabalho de investigação e a atuação. O delegado da PF ressalta ainda o trabalho conjunto com as Polícias Militar e Rodoviária estadual.

O trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Federal também é fundamental para aumentar a quantidade de apreensões.

Pacheco destaca que, além do modal rodoviário, parte da droga que passa pela região vem em pequenos aviões, que geralmente utilizam pistas clandestinas na Zona Rural das cidades.

Antônio Vaz de Oliveira, delegado-chefe da Polícia Federal de Bauru, lembra que, nos últimos anos, a PF de Bauru vem fazendo várias apreensões de maconha e cocaína em pistas de pouso da região, como as localizadas em Pederneiras e Bariri. Essas pistas, que geralmente ficam em canaviais, são usadas para a descarga da droga, que depois segue via rodovia para outros locais.

Uma das rotas é a rodovia BR-153 (Transbrasiliana), que vem do Paraná e corta o Estado de São Paulo em direção a Goiás e Distrito Federal.

Sales diz que outro canal são os ônibus de linhas regulares que são provenientes de regiões fronteiriças com o Paraguai, com destaque para os que vêm da região de Foz do Iguaçu. De acordo com ele, em 80% dos comandos semanais realizados são encontradas substâncias entorpecentes. Depois que a ação foi intensificada, no início do ano, a quantidade apreendida teve uma redução de uma média de 80 a 100 quilos mensais, no ano passado, para cerca de 20 quilos/mês.

De acordo com Robson Barreto Sales, inspetor-chefe da 10.ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Marília, a suspeita é de que grande parte da maconha que passa pela região vem do Paraguai, embarcando normalmente em Foz do Iguaçu em ônibus de linha para o Estado São Paulo, de onde segue para outras regiões.

A maior parte é de maconha. Porém, como cocaína e crack (que geralmente vêm da Colômbia e Bolívia) têm volumes menores, os passageiros podem acabar passando sem que sejam percebidos pelos policiais, uma vez que a revista pessoal não é realizada. â€œÉ uma situação difícil”, afirma.

“Mulas”

Em geral, os traficantes presos são as chamadas “mulas”, ou seja, pessoas que recebem para fazer o transporte da droga. De acordo com Sales, a remuneração por pequenas cargas varia entre R$ 200,00 e R$ 300,00, valor considerado pequeno se considerado o risco que envolve o “trabalho”.

Sales diz que os traficantes propriamente ditos dificilmente são identificados.

Já Pacheco destaca que, algumas vezes é possível fazer prisões maiores. Anteontem, em Bastos, quando foram apreendidos 444 quilos de maconha, o piloto do avião, o motorista do caminhão e três intermediários foram presos, além da apreensão dos veículos. Todos os envolvidos foram enquadrados no tráfico internacional de drogas e formação de quadrilha para o tráfico. “Faltou pouco para fecharmos todo o círculo”, afirma.

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