No dia 9 de novembro, às 15 horas, procurando no rádio alguma música que agradasse meu ouvido, só consegui uma entrevista na Rádio Auri-Verde com uma psicoterapeuta, Andrea, diga-se uma pessoa de bem, que desenvolve um trabalho voluntário com pessoas, homens, mulheres, jovens que têm dependência química com álcool, drogas etc, na Comunidade Bom Pastor.
Admiro demais este trabalho, pois em todo trabalho voluntário com coração, sem ser obrigatório, o resultado será em quase a totalidade muito positivo.
Acho que num universo de centenas ou milhares de pessoas, a prioridade é o dom de cada ser humano, um instinto interno que cada pessoa tem dentro de si. Não foi o que aconteceu comigo, honestamente falando. Em 1996, cursando Filosofia na USC, dentro da disciplina Programas de Cidadania, me “encaixei†num grupo dentro deste trabalho, fui “obrigadoâ€, não por minha vontade, e sim para conclusão do curso, a acompanhar junto com mais 5 pessoas, uma instituição que trabalha com dependentes químicos, álcool, drogas etc.
Mais uma vez, digo, admiro demais e elogio sempre o carinho e tratamento que a Andrea e voluntários dedicam a estas pessoas, só que não é o meu caso, não tenho jeito, não tenho paciência; o meu pensamento é que as universidades e mais especificamente a USC têm que “garimpar†voluntários e não obrigar alunos a desenvolver trabalhos que não estão no seu íntimo, no seu interior.
Andrea, você é fantástica; USC acorda; Irmã Jacinta, recicle seu Programas de Cidadania, não obrigue, que o resultado não será satisfatório, siga o exemplo voluntário da Andrea e não obrigatório. (Julio Castro Moreira - RG. 20.240.969)