Yokohama - A campanha vitoriosa da Seleção Brasileira na Ásia consagrou o estilo mutante de Luiz Felipe Scolari ao escalar o time. O Brasil foi campeão sem ter repetido a mesma escalação em dois jogos seguidos. Somente na final, contra a Alemanha, o time considerado titular foi a campo sem qualquer tipo de dúvida sobre ele.
Além disso, à exceção de Dida e Rogério Ceni, os goleiros reservas, todos os convocados de Felipão entraram em campo durante a competição. Algo nunca registrado antes em equipes brasileiras nas copas.
Logo após a estréia, contra a Turquia, o treinador mexeu no time: trocou Edmílson por Anderson Polga. Não deu muito certo, pois o zagueiro gaúcho ficou perdido no esquema montado por Scolari para bater a China.
Para o último jogo da primeira fase, contra a Costa Rica, o treinador poupou Ronaldinho, Roberto Carlos e Roque Júnior. Entraram Edílson, Júnior e Edmílson. O último não saiu mais do time.
A estréia no mata-mata marcou o retorno do “onze†que estreou na Copa. Mas, após a vitória sobre a Bélgica, em que o time apresentou um buraco no meio-campo, Scolari mexeu na equipe para pegar a Inglaterra nas quartas-de-final.
Temendo o rival, o treinador sacou Juninho e escalou Kléberson, até então esquecido, que acabou fazendo um de seus melhores jogos na Copa Coréia/Japão. O time parecia estar pronto. Mas Ronaldinho foi expulso contra os ingleses, o que causou nova mudança para pegar a Seleção Turca na semifinal. Jogou Edílson.
Na partida decisiva, contra a Alemanha, o “onze†titular - Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo - pôde entrar em campo e para a história.
Diversidade
A seleção campeã do primeiro Mundial asiático é formada por gente de todo o País. Lúcio e Kaká, por exemplo, foram os primeiros nascidos em Brasília a serem convocados para uma Copa.
Nunca antes uma Seleção Brasileira campeã mundial foi tão nordestina. São quatro baianos, Edílson, Vampeta, Júnior e Dida, e um pernambucano, Rivaldo. Somando os elencos das quatro Copas anteriores vencidas pelo Brasil, o Nordeste forneceu dez de seus filhos para o time.
O atacante Ronaldo é o único da equipe campeã em Yokohama que nasceu no Rio, lugar onde nunca jogou profissionalmente. Nas conquistas de 58, 62, 70 e 94, nada menos do que 21 dos campeões tinham o Rio como local de nascimento.