Copa 2002

Enfim, Rivaldo se consagra na seleção

Agência Folha
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Yokohama - Os gols que marcou na Copa do Mundo-2002 e suas atuações brilhantes pelos gramados da Coréia do Sul e do Japão apagaram definitivamente todas as dúvidas que existiam sobre sua capacidade na Seleção Brasileira.

Considerado um “jogador de clube”, o atacante calou todos os críticos. Participou de todos os jogos do Mundial, assumiu a responsabilidade em campo, fez cinco gols e ainda deu passe para outros.

Seu valor individual nunca foi questionado, mas suas atuações com a camisa do Brasil nunca tinham sido tão boas como suas performances nos clubes. Uma mudança de posicionamento, escalado no ataque, como no Barcelona, fez com que o futebol de Rivaldo aparecesse também na seleção.

Apesar do bom desempenho na França-98, a história de Rivaldo na seleção foi marcada por decepções. A maior delas aconteceu na Olimpíada de Atlanta-1996. Convocado pelo técnico Zagallo para comandar a equipe, ele foi a grande decepção, sendo considerado o responsável pela derrota nas semifinais para a Nigéria, na prorrogação.

A boa performance na Copa marca também o fim de uma temporada da qual Rivaldo não terá saudades. Nos últimos meses, ele sofreu com uma contusão no joelho e enfrentou críticas acirradas da torcida catalã.

Melhor jogador do mundo para a Fifa e vencedor da Bola de Ouro, eleição em que os jornalistas escolhem o melhor do planeta, em 1999, Rivaldo é forte concorrente para voltar receber os títulos neste ano. Se isso acontecer, ele se igualará à Ronaldo e Zidane, os dois únicos jogadores que já foram considerados os melhores pela Fifa em duas oportunidades.

Decisivo

Ontem Rivaldo foi mais uma vez decisivo para uma vitória brasileira nesta Copa. Mesmo com uma performance geral na partida aquém do que apresentara até então, o jogador teve participação fundamental nos dois lances de gol do Brasil.

No primeiro deles, aos 23 minutos do segundo tempo, Rivaldo arriscou mais um de seus perigosos chutes de fora da área. Para sorte do brasileiro, o goleiro alemão Kahn deixou que a bola estourasse em seu peito e voltasse para o meio da área, o que permitiu a Ronaldo surgir em velocidade e marcar.

No segundo gol da seleção, aos 34 minutos, Rivaldo, na entrada da área, deixou a bola passar, ao fazer um corta-luz de um cruzamento de Kléberson da direita, e possibilitou a Ronaldo ficar livre para chutar e marcar de novo. Duas participações que decidiram a partida. E “só”.

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