A cidade de Garça é uma das poucas, senão a única, da região a ter o tratamento de esgoto sob responsabilidade do poder público municipal. As demais simplesmente despejam o produto “in natura†no rio ou transferiram o serviço para a Sabesp.
Entre as cidades que entregaram o tratamento do esgoto para a autarquia estadual estão Piratininga, Arealva, Avaí, Balbinos, Pongaí, Fernão, Gália, Boracéia, Bocaina, Macatuba, entre outras.
Uma das primeira a contar com o serviço foi Piratininga. A Sabesp está na cidade desde 1977. Mas implantou o sistema de tratamento apenas em 1992.
Antes disso, todo esgoto produzido na cidade era canalizado direto para o rio Batalha.
O sistema implantado no município é o do tipo natural, mais conhecido como “lagoa australianaâ€. Nesse sistema, não se usa energia elétrica durante o processo de purificação da água.
De acordo com informações do encarregado do posto de operação da Sabesp, em Piratininga, Jorge Luiz Sarturato, a cidade produz hoje cerca de 1,3 mil metros cúbicos de esgoto por dia. Depois de tratada, a água é devolvida ao rio Batalha.
Segundo Sarturato, para manter o trabalho, a empresa cobra uma tarifa mínima de R$ 13,92 de cada ligação. Do valor total da tarifa, 80% é destinado ao serviço de purificação da água. Ou seja, uma residência que consome R$ 20,00 em água vai pagar outros R$ 16,00 como tarifa de esgoto. Desta forma, a conta ficaria em R$ 36,00.
De acordo com o encarregado, a Sabesp só não está tratando o esgoto de cidades onde está há pouco tempo. Como exemplo, ele citou Agudos. Ainda não há previsão de quando a cidade passará a contar com o serviço.
Em Pederneiras, o processo está um pouco mais avançado. Segundo a empresa, as obras já entraram em fase de licitação e serão executadas a três quilômetros da cidade, em razão do mau cheiro.
O sistema será o mesmo adotado nas demais cidades, cujo esgoto é tratado pela Sabesp. Ou seja, o natural. Hoje, o esgoto é todo despejado no ribeirão Pederneiras.