Bairros

Mudança de conceito é gradativa, diz diretora

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Mudar o conceito da escola junto à comunidade é algo recente e que vem ocorrendo gradativamente. O estabelecimento de ensino está deixando de lado a sua única e exclusiva característica de centro de educação e passando a integrar a sociedade através de trabalhos voltados para a comunidade.

Para Silvio Luís de Arruda, funcionário público e integrante da Associação de Pais e Mestres (APM) da Escola Estadual Ada Cariani Avalone, localizada no Núcleo Mary Dota, a iniciativa do governo de incentivar essa mudança de conceito é interessante e deveria ser seguida por todas as escolas. “O problema é que isso não é uma determinação e sim, uma sugestão da Secretaria Estadual de Educação. Depende de cada diretor de escola aplicar”, ressalta.

Para Arruda, algumas escolas ainda contam com profissionais que têm uma outra mentalidade e não aceitam a transformação. “Tem muita gente que não aceita a comunidade dentro da escola. Essas pessoas acreditam que, se abrirem o estabelecimento, estarão incentivando o vandalismo”, conta.

De acordo com o pai de aluno, a escola pública ainda tem muito o que melhorar. Segundo ressaltou, alguns professores e diretores insistem em se prender apenas à grade curricular. “Está faltando mais envolvimento de alguns profissionais com as causas da educação. Não adianta apenas ensinar o que está nos livros. Tem que ampliar esse contexto.”

Para Marilene Silva Guerrero, diretora da Escola Estadual Parque Santa Edwirges, alguns colegas seus ainda têm um pouco de receio de abrir a escola para a comunidade. “Essas pessoas têm medo que os vândalos acabem destruindo tudo o que conquistaram para o colégio”, ressalta.

No entanto, ela diz que a reação é justamente a inversa. “A violência existe, não se pode negar. Mas a gente tem de ter a comunidade do nosso lado para conseguir cuidar da escola”, garante.

Ela destaca que os diretores devem começar aos poucos, reunindo grupos pequenos de pais. Depois, é só ir aumentando essa concentração, atraindo mais pessoas para a escola, até que se forme uma rede em torno do patrimônio público.

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