Os grêmios - associação de alunos que visa organizar eventos e zelar pela escola - são uma saída para melhorar o relacionamento dos estudantes com os estabelecimentos de ensino.
Na Escola Estadual Parque Santa Edwirges, por exemplo, a formação da equipe está facilitando a aproximação da diretoria com os alunos. “Eles sabem o que a comunidade estudantil quer e funcionam como uma ponte entre a diretoria e os alunosâ€, diz a diretora da escola, Marilene Silva Guerrero.
Ela conta que o grêmio existe desde o ano passado, mas que o seu começo foi bastante tímido. “A participação dos alunos estava muito acanhada e nós resolvemos incentivá-losâ€, salienta.
A presidente da agremiação, Bruna Cristina Adão de Oliveira, explica que não foi fácil iniciar o trabalho da equipe. “O grêmio estava bem desacreditado. As pessoas costumavam falar que o grupo não fazia nada, que estava aqui de enfeiteâ€, lembra.
Atualmente, a equipe está organizando a festa junina da escola e pretende dar continuidade aos trabalhos junto aos alunos. “Nós queremos desenvolver um trabalho que seja bom para todos os alunosâ€, salienta a estudante.
Para Demázio Antonio da Rocha, pai de aluno e voluntário em projetos de caráter esportivo da escola, o que falta para o grêmio ter uma participação mais efetiva na busca de melhorias para a escola é uma orientação. “Nós precisamos dar um suporte para esses jovens para que eles coloquem em prática as atividades do grêmioâ€, comenta.
Para a vice-diretora da Escola Estadual Francisco Alves Brisola, Ana Elisa de Carvalho Lopes, o grêmio é uma maneira de fazer os estudantes entenderem o projeto da escola. “O grêmio tem a função da falar a linguagem do aluno. Ele é formado pelos próprios estudantes e discute temas de interesse da escolaâ€, destaca.
Ela apenas salienta que é preciso orientar e estar por perto da equipe, procurando estimular e até mesmo controlar os seus integrantes. “Se deixar totalmente à vontade, a moçada vai querer só organizar festa e esquecer das aulasâ€, diz.