Saúde

Cólicas são o problema mais comum

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Nos primeiros três meses de vida, o principal sofrimento do bebê são as cólicas. O organismo passou nove meses recebendo os nutrientes diretamente na corrente sangüínea e já processados. De repente, ele é obrigado a trabalhar por conta própria.

Imaturos, o aparelho digestivo e o intestino do recém-nascido começam a trabalhar intensivamente. O bebê mama a cada três horas, em média, exigindo empenho dos outros órgãos. Só que a musculatura não está acostumada e dói quando acontecem as contrações. Isso ocorre com todos os bebês, alguns em maior intensidade, outros em menor intensidade.

“A mãe vai identificar que é cólica porque já trocou, o bebê está sequinho, limpinho, mamando e, durante a mamada, começa a espremer as perninhas, começa a chorar. Ou então, já mamou e está com a barriguinha estufada de gases, que causam dor”, explica.

Segundo a pediatra, quando isso acontece é preciso fazer massagens suaves na barriga do bebê. Mexer as perninhas, levando os joelhos em direção ao peito, apertando a barriga para ajudar na liberação dos gases. Depois, deitar a criança com a barriga para baixo para esquentar.

“A gente tenta acalmar essa dor com isso, com chás de camomila, erva-doce. Só em último caso você lança mão da medicação, porque ela não melhora a cólica, só tira a dor. Se daqui a duas horas a criança tiver outra cólica, vai doer de novo e a mãe não poderá medicar de novo. O bebê vai ter que passar dor”, explica.

Da mesma forma, ela salienta que o remédio não previne as cólicas, porque não atua na causa, mas na musculatura dolorida, na conseqüência da cólica, que é a dor na barriga.

Febre

A elevação da temperatura é a segunda reação mais comum em bebês, segundo os médicos. A febre precisa ser monitorada com termômetro periodicamente e só deve preocupar quando ultrapassar os 38 graus.

Nesse caso, a mãe deve oferecer bastante água para o bebê tomar e deve recorrer ao banho morno para tentar reduzir a febre. Quando estas alternativas falharem, ela pode administrar um antitérmico.

“Esta é a única medicação que a mãe pode usar com segurança sem precisar perguntar para o médico. Desde que a criança esteja realmente com febre. É até importante que dê, porque se a febre subir muito a criança pode ter entrar em estado delirante, o que não é bom para ela”, comenta a médica.

Indagada sobre quando a mãe deve correr com a criança para o médico, Marília Garcia cita as situações emergenciais (asfixia, queda grave, queimaduras, etc.). “Nas situações do dia-a-dia, é quando a mãe já tentou todas as medidas caseiras e elas não surtiram efeito”, afirma.

Ela alerta, porém, que os pais devem estar sempre atentos às mudanças de comportamento da criança, porque o bebê, ao invés de chorar, pode demonstrar uma alteração ficando quieto, sem apetite, sonolento demais. Fora isso, diarréia, choro exagerado, vômito persistente e tudo o mais que fuja do normal deve ser avaliado pelo médico.

“Sempre que aparecer alguma coisa diferente e a mãe tiver dúvida, ela deve procurar orientação. Às vezes, esperar demais para procurar ajuda pode comprometer a saúde da criança”, encerra.

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