Agudos - A Polícia Civil tomou ontem o depoimento do pedreiro Aparecido Donizete, 25 anos, acusado de matar o mecânico José Geraldo de Souza, 26 anos, e o desempregado Ronaldo Souza Cruz, no início da madrugada do último sábado, na Vila Vienense.
De acordo com o delegado titular Paulo Calil, Donizete apresentou-se espontaneamente na delegacia, admitiu o crime e alegou que desferiu os golpes de facão para defender-se, uma vez que teria sido insultado.
De acordo com o delegado, Donizete foi indiciado por duplo homicídio. Em caso de condenação, cada morte poderá implicar em penas que variam de 12 a 30 anos de reclusão. Ele responderá ao processo em liberdade.
Ainda segundo a polícia, as informações colhidas até ontem indicavam que os fatos que antecederam às mortes tiveram início na noite de sexta-feira quando Donizete e dois amigos conversavam na rua, próximos de suas casa, olhando a movimentação num bar, na Vila Vienense.
Nesse bar, teria havido um desentendimento envolvendo José Geraldo e outras pessoas. Pelo simples fato de estar observando a confusão no estabelecimento, Donizete teria sido advertido por José Geraldo, que teria ainda tirado-lhe um boné da cabeça e dado-lhe um tapa no rosto.
Após isso, Donizete teria ido até sua casa e apoderado-se de um facão. José Geraldo teria ido atrás, junto com mais alguns rapazes. Durante novo tumulto na rua, Donizete teria desferido golpes de facão que atingiram José Geraldo e Ronaldo Souza Cruz.
O fato aconteceu no cruzamento das ruas Alfredo Pauletti e Rio de Janeiro. Segundo a polícia José Geraldo morreu ainda na rua. Já Ronaldo Cruz teria sido socorrido com vida mas em conseqüência da gravidade dos ferimentos, acabou morrendo horas depois, no hospital.
O facão foi apreendido em duas etapas, segundo o delegado Calil. O cabo foi encontrado logo após o crime e a lâmina durante dia de sábado.