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O voto útil e o voto inútil


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O voto útil é o de qualidade, responsável e consciente. É óbvio que o voto somente será de qualidade se for atribuído a um candidato preparado, como preparadas exige-se que estejam todas as pessoas para exercer qualquer função, sobretudo remunerada. Um parlamentar capacitado terá plenas condições para criar, elaborar e defender projetos de interesse do povo e para discutir todos os apresentados.

Sobre o voto responsável também é óbvio que será o que selecionar quem sempre pautou sua vida com dignidade. Já disse alguém que a grandeza de um homem se mede pelas coisas que é capaz de deixar para trás. E, nós acrescentamos - sim, mede-se a grandeza de alguém pelas obras deixadas e pelo exemplo de vida digna e pródiga em amor à causa pública.

Por fim, para que o voto seja consciente pressupõem-se que existam em quem o recebe os pré-requisitos que acabamos de enumerar, o que implica num cuidadoso exame do currículo dos candidatos. Assim, defendemos com intransigência o voto útil e até por um dever de cidadania, fazemos um apelo para que através dele sejam eleitos os nossos legítimos representantes.

Por outro lado, o voto inútil é o que contempla os incompetentes e os corruptos. Daqui se depreende que este voto não é apenas inútil mas é também pernicioso porque chega a corroer a qualidade de vida do povo. Além do mais, comete o crime de frustrar a eleição dos que poderiam produzir em benefício de suas cidades e do país, como um todo. O voto chamado inútil portanto não é de qualidade, não é responsável e não é consciente.

O eleitor quando pouco esclarecido é facilmente ludibriado, deixando-se levar pelas enganações dos demagogos, que apelam para tudo e cuja arma poderosa é prometer por atacado - garantem que vão resolver todos os problemas do país a começar pelos eleitores e famílias - aposentadorias, empregos e cestas básicas para todos, nas vésperas das eleições. É a única forma que encontram para se eleger, uma vez que por méritos, sabem muito bem, jamais alcançarão qualquer posição na vida. É também prática vegonhosa destes indivíduos e sobretudo dos que postulam a reeleição atribuírem-se a paternidade de realizações, cuja origem e trabalho desenvolvido a respeito, desconhecem e de alardear benefícios governamentais destinados aos municípios, como se deles fosse a iniciativa e o mérito.

No não de 1994 foi lançado um livro com o título “Como não ser enganado nas eleições”. Coube à TV Cultura divulgá-lo amplamente e na mesma ordem de idéias fez uma pesquisa, junto à população, para saber como votar, tendo em vista os problemas existentes no país. A conclusão foi que se fazia imperioso e necessário valorizar o voto, através do combate ao analfabetismo e do incentivo à educação moral e cívica.

Hoje, mais do que nunca, verificamos que é preciso valorizar o voto erradicando, a qualquer custo, o voto inútil, sem o que estaremos desrespeitando os dizeres do Brasão Pátrio - “Pró Brasília Fiant Eximia”, pelo Brasil façamos o melhor. (O autor, Pedro Teruel Romero, é docente da Famema)

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