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Aventura: Nicklevicz prepara uma

Da Redação
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São Paulo - Depois de conquistar o K2 e a Trango Tower, o alpinista paranaense Waldemar Niclevicz e sua equipe viajam hoje, para a Bolívia. O objetivo dele é terminar o treinamento e iniciar a pré-adaptação do organismo ao ar rarefeito visando uma nova escalada do Everest, a maior montanha do mundo, entre agosto e outubro próximo pelo lado do Nepal.

. O grupo, que ficará nos Andes até 30 de julho, deverá escalar quatro montanhas com mais de seis mil metros. Esta nova expedição à Ásia marca o Ano Internacional das Montanhas e faz parte do projeto “O Brasil no Topo do Mundo”.

Niclevicz foi o primeiro alpinista brasileiro a chegar ao topo do Everest, que tem 8.848 metros de altitude, no ano de 1995, só que pelo lado do Tibet. Naquela oportunidade, ele teve a companhia de Mozart Catão, que faleceu em 98, durante expedição ao Monte Aconcágua, na América do Sul.

Desta vez, o alpinista tentará atingir o cume sem usar oxigênio artificial, uma prática reprovada no meio do alpinismo. Depois desta aventura, a equipe tentará escalar a Lhotse (8.501m), a quarta maior montanha do planeta, considerada a “irmã menor” do Everest. A distância entre ambas é de apenas quatro quilômetros.

Em 91, Niclevicz participou de uma expedição que visava escalar o Everest pelo Nepal, mas acabou ficando a 344 metros do seu ponto mais alto, chegando até os 8.504m de altitude sem o uso do oxigênio artificial. Em 2002, a equipe escalará o Everest utilizando oxigênio artificial, com exceção de Niclevicz, que está preparado para não usar este recurso.

Apenas 10% dos 1.115 alpinistas que já desafiaram o Everest não usaram garrafas de oxigênio artificial. Escalando esta montanha pelo Nepal, Niclevicz se tornará um dos poucos homens a realizar a façanha pelos dois lados, Tibet e Nepal.

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